
Orientação para registrar atendimentos e gravar vídeos em unidades de saúde acirra disputa política no DF
A saúde pública do Distrito Federal passou a ocupar o centro da disputa política local. Enquanto grupos de oposição ampliam as críticas à gestão da governadora Celina Leão e prometem intensificar a fiscalização dos serviços prestados à população, o Governo do Distrito Federal destaca uma série de investimentos e ações anunciadas nos últimos meses, que somam R$ 86,3 milhões em recursos direcionados à rede pública de saúde.
Nos bastidores políticos, integrantes de partidos de esquerda articulam ações voltadas ao acompanhamento do atendimento em unidades de saúde, incluindo registros em vídeo e denúncias sobre problemas enfrentados pelos usuários do sistema. O objetivo declarado é evidenciar falhas, filas e dificuldades de acesso aos serviços. Aliados do governo, por outro lado, afirmam que a estratégia busca ampliar o desgaste político da atual gestão em uma das áreas mais sensíveis para a população.
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Entre as medidas anunciadas pela governadora está a decisão de cancelar as festividades de aniversário de Brasília previstas pelo governo para direcionar cerca de R$ 25 milhões à contratação de 50 médicos para a Secretaria de Saúde. A iniciativa foi apresentada pelo Palácio do Buriti como uma resposta à necessidade de reforçar o atendimento na rede pública e reduzir gargalos assistenciais.
Os investimentos divulgados pelo governo abrangem diferentes áreas. Na infraestrutura, destacam-se a construção de uma nova Unidade Básica de Saúde em Sobradinho, com aporte de R$ 7 milhões, a reforma da Unidade Neonatal do Hospital Materno Infantil de Brasília, no valor de R$ 1,3 milhão, e a modernização da UTI do Hospital Regional de Sobradinho, com recursos de R$ 1,5 milhão. Também foram anunciadas reformas em hospitais e UBSs, além da criação de um Centro de Referência voltado ao atendimento das mulheres no climatério.
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Na área de tecnologia e diagnóstico, a gestão anunciou novos tomógrafos para os hospitais regionais de Planaltina e Ceilândia, este último com investimento de R$ 2,2 milhões. O governo também informou a implantação de sistemas de monitoramento em tempo real das filas da saúde e da ocupação de leitos, além da criação do primeiro Centro de Inovação em Saúde do Centro-Oeste.
Outro eixo de atuação tem sido a redução das filas por consultas, exames e cirurgias. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Saúde, foram destinados R$ 32,1 milhões para a realização de mais de cinco mil cirurgias de ginecologia e otorrinolaringologia. O programa Opera DF recebeu aporte adicional de R$ 2,2 milhões, enquanto o projeto SUS Candanga foi lançado com a proposta de ampliar o acesso da população a procedimentos especializados.
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Os números apresentados pelo governo apontam ainda para um recorde de 56 mil cirurgias realizadas em 12 meses na rede pública do DF, além da redução de 41,1% nos registros de síndromes gripais e da ampliação da capacidade diagnóstica por meio da aquisição de novos equipamentos.
Diante desse cenário, a saúde pública tende a permanecer como um dos principais temas do debate político no Distrito Federal. Enquanto a oposição busca evidenciar problemas estruturais e operacionais ainda enfrentados pelos usuários do SUS, o governo sustenta que os investimentos realizados demonstram uma estratégia de fortalecimento da rede pública e de ampliação da capacidade de atendimento à população.


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