Governadora abre 8,4 pontos de vantagem sobre Arruda no cenário estimulado, enquanto quase metade do eleitorado ainda não consegue citar espontaneamente um candidato ao Palácio do Buriti
Da Redação
A pesquisa Correio/Opinião, divulgada nesta quarta-feira (5), aponta a governadora Celina Leão (PP) na liderança da disputa pelo Governo do Distrito Federal. No cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Celina aparece com 32,4% das intenções de voto, seguida pelo ex-governador José Roberto Arruda (PSD), com 24%, uma diferença de 8,4 pontos percentuais.
O levantamento também revela um cenário ainda aberto para a campanha. Na pesquisa espontânea, em que os eleitores respondem sem acesso à lista de candidatos, 49% afirmaram não saber em quem votar, indicando que quase metade do eleitorado ainda não consolidou sua escolha para a eleição de outubro.
Celina lidera tanto na espontânea quanto na estimulada
Na intenção de voto espontânea, Celina registra 17,2%, enquanto Arruda aparece com 8,9%.
Na sequência estão Leandro Grass (PT), com 4,1%; Ricardo Cappelli (PSB), com 1,2%; e Paula Belmonte (PSDB), com 0,8%.
O índice de 49% de indecisos evidencia que a disputa ainda possui espaço para mudanças à medida que a campanha eleitoral avança.
Cenário do primeiro turno
Na pesquisa estimulada, os candidatos aparecem com os seguintes percentuais:
- Celina Leão (PP): 32,4%
- José Roberto Arruda (PSD): 24%
- Leandro Grass (PT): 9,8%
- Ricardo Cappelli (PSB): 4,3%
- Paula Belmonte (PSDB): 3,5%
- Samara Mineiro (UP): 0,9%
- Kiko Caputo (Novo): 0,8%
- Robson Raimundo (PSTU): 0,5%
Outros 12,2% afirmaram votar em branco, nulo, nenhum dos candidatos ou em outro nome, enquanto 11,5% não souberam responder.
Os números mostram uma disputa concentrada entre Celina Leão e José Roberto Arruda, que juntos reúnem mais da metade das intenções de voto no cenário estimulado.
Aprovação do governo cresce
Além das intenções de voto, a pesquisa também mediu a avaliação da gestão da governadora.
Segundo o levantamento, 51,9% dos entrevistados aprovam a administração de Celina Leão, enquanto 33,7% desaprovam. Os demais não souberam responder ou preferiram não opinar.
Na rodada anterior, divulgada em junho, a aprovação era de 45,7%, enquanto a desaprovação alcançava 31,9%.
Com isso, a aprovação cresceu 6,2 pontos percentuais, enquanto a reprovação aumentou 1,8 ponto percentual.
Rejeição permanece elevada
O levantamento também mostra que os dois principais candidatos lideram os índices de rejeição.
José Roberto Arruda aparece com 26,6%, seguido de muito perto por Celina Leão, com 26,2%. Como a diferença entre ambos é de apenas 0,4 ponto percentual, os índices configuram empate técnico dentro da margem de erro.
Na sequência aparecem:
- Leandro Grass: 16,9%;
- Kiko Caputo: 9,1%;
- Robson Raimundo: 6,6%;
- Ricardo Cappelli: 5,9%;
- Paula Belmonte: 5,5%;
- Samara Mineiro: 5,1%.
Os dados indicam que, embora Celina lidere a corrida eleitoral, tanto ela quanto Arruda enfrentam níveis elevados de rejeição, fator que tende a influenciar a dinâmica da campanha.
Campanha ainda pode alterar o cenário
A diferença entre os resultados da pesquisa espontânea e da estimulada reforça o peso que a campanha eleitoral poderá ter nas próximas semanas.
Sem uma lista de candidatos, apenas 17,2% dos eleitores citaram espontaneamente Celina Leão e 8,9% mencionaram José Roberto Arruda. Quando os nomes são apresentados, os percentuais sobem para 32,4% e 24%, respectivamente.
O dado, aliado ao percentual de 49% de eleitores que ainda não conseguem indicar espontaneamente um candidato, mostra que parte significativa do eleitorado permanece em processo de definição do voto.
Metodologia
A pesquisa Correio/Opinião foi realizada entre 30 de julho e 1º de agosto de 2026, ouvindo 1.109 eleitores em 31 regiões administrativas do Distrito Federal.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número DF-04077/2026.
Os resultados retratam o cenário eleitoral no período em que as entrevistas foram realizadas e refletem as intenções de voto naquele momento da campanha.





