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quarta-feira, julho 1, 2026
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Celina não entregará as administrações da 26 de Setembro e de Ponte Alta para indicações de deputados distritais

Transmissão de Cargo do Governador à Vice-governadora do Distrito Federal Foto: Felipe Ando/Agência CLDF

Criação das RAs da 26 de Setembro e de Ponte Alta amplia estrutura do GDF, mas governo sinaliza que administradores serão escolhidos por critério técnico e alinhamento direto com o Palácio do Buriti

A aprovação, pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), dos projetos que criam as regiões administrativas da 26 de Setembro e de Ponte Alta inaugura um novo capítulo na reorganização territorial do Distrito Federal. Nos bastidores do Palácio do Buriti, entretanto, a principal discussão não gira em torno da criação das novas estruturas, mas de quem irá comandá-las.

Segundo apurou o S&DS – Em Defesa da Saúde, a orientação da governadora Celina Leão é de que as duas novas administrações regionais não serão entregues ao tradicional modelo de indicações políticas patrocinadas por deputados distritais.

A decisão representa um recado claro à base governista: a ampliação da estrutura administrativa do GDF não significará, automaticamente, a abertura de novos espaços de poder para acomodação política.

Estratégia de fortalecimento do Executivo

Interlocutores do governo afirmam que Celina pretende manter sob controle direto as nomeações das novas administrações, escolhendo gestores alinhados ao programa de governo e ao modelo de gestão que pretende consolidar até 2026.

A avaliação dentro do Executivo é de que as administrações regionais exercem papel estratégico na execução de obras, fiscalização urbana, atendimento à população e articulação com diversos órgãos do GDF. Por isso, a intenção é evitar que essas estruturas sejam utilizadas como moedas de negociação política.

A diretriz reforça um movimento observado nos últimos meses, em que o Palácio do Buriti busca concentrar as principais decisões administrativas na própria governadora e em sua equipe mais próxima.

Pressão existe, mas decisão estaria tomada

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CLDF – Legislatura Atual. Foto: S&DS montagem

A criação de duas novas regiões administrativas naturalmente desperta interesse entre parlamentares da base aliada, que tradicionalmente defendem participação na indicação de administradores regionais.

Nos bastidores da CLDF, a expectativa era de que os novos cargos pudessem ampliar os espaços de representação política do Legislativo dentro do Executivo.

Entretanto, fontes ouvidas pelo portal afirmam que o entendimento da governadora é de que a criação das RAs atende exclusivamente a uma necessidade administrativa decorrente do crescimento populacional da 26 de Setembro e de Ponte Alta, não devendo ser confundida com ampliação da participação política dos deputados na estrutura do governo.

Estruturas nascerão sem aumento imediato de despesas

Os projetos aprovados pela Câmara Legislativa estabelecem que as novas administrações serão implantadas utilizando cargos já existentes no banco da Secretaria de Economia, além da transferência de patrimônio e apoio operacional de administrações já instaladas.

Com isso, o governo pretende iniciar o funcionamento das novas RAs sem necessidade de criação imediata de novos gastos permanentes.

A expectativa é que, após a sanção da governadora e a publicação das leis no Diário Oficial do Distrito Federal, tenha início a fase de implementação administrativa, definição das estruturas físicas e escolha das ”administradoras”.