A Polícia Civil do Distrito Federal [PCDF] e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios [MPDFT] desencadearam nesta terça-feira (23) a Operação Parasitas para investigar um esquema de débitos automáticos supostamente realizados sem autorização em contas bancárias de servidores públicos. Informações obtidas pelo portal S&DS apontam que os profissionais das áreas de saúde e educação estão entre os mais atingidos pelas cobranças consideradas irregulares.
As investigações têm como principal alvo a associação Centro de Assistência e Integração dos Servidores Públicos [Cassisp], suspeita de promover descontos mensais diretamente nas contas dos trabalhadores por meio de autorizações consideradas frágeis ou inexistentes. Segundo os investigadores, muitos servidores só perceberam os débitos após meses de cobranças sucessivas, o que elevou o prejuízo financeiro acumulado pelas vítimas.
O caso ganhou contornos ainda mais graves porque parte dos atingidos seria composta por aposentados e idosos, considerados consumidores em condição de maior vulnerabilidade. De acordo com o MPDFT, a associação utilizava registros obtidos por telefone para autorizar os descontos, sem mecanismos adequados de comprovação da identidade ou da manifestação de vontade dos servidores. O convênio firmado com o BRB em 2024 permitia a realização automática das cobranças sob a justificativa de mensalidades associativas e serviços de assistência jurídica.
Antes mesmo da operação policial, a Promotoria de Defesa do Consumidor [Prodecon] já havia conseguido na Justiça uma liminar suspendendo os débitos automáticos vinculados à entidade investigada. Agora, com o avanço da Operação Parasitas, as autoridades buscam identificar a extensão dos prejuízos, o número total de vítimas e a eventual participação de outras associações no esquema que pode ter atingido milhares de servidores públicos do Distrito Federal.




