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quarta-feira, maio 20, 2026
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Daniel Vilela endurece combate às facções após megaoperação da Polícia Civil em Goiás

“A gente vai continuar firme e forte, garantindo que Goiás seja terra de gente de bem, onde bandido não se cria e não se criará”, declarou o governador Daniel Vilela. Operações Destroyer e Agropix miram facções criminosas e esquema de fraude eletrônica

Operações Destroyer e Agropix cumprem 185 medidas judiciais contra tráfico, fraudes eletrônicas e organizações criminosas em quatro estados

“A gente vai continuar firme e forte, garantindo que Goiás seja terra de gente de bem, onde bandido não se cria e não se criará.” A declaração do governador de Goiás, Daniel Vilela, marcou o anúncio das grandes ofensivas deflagradas pela Polícia Civil nesta terça-feira (19), dentro da 7ª fase da Operação Destroyer e da Operação Agropix.

As ações policiais somam 185 medidas judiciais cumpridas em Goiás, Distrito Federal, São Paulo e Santa Catarina, envolvendo mandados de prisão, buscas e apreensões, bloqueios financeiros e ações de inteligência contra facções criminosas, tráfico de drogas e golpes eletrônicos.

Segundo Daniel Vilela, o avanço das forças de segurança tem consolidado Goiás entre os estados com melhores indicadores de combate à criminalidade no país.

“Goiás seguirá entre os estados mais seguros do Brasil”, afirmou o governador ao destacar a atuação integrada da Polícia Civil, Polícia Militar e setores de inteligência da segurança pública estadual.

Goiás registra forte queda nos índices de criminalidade

O endurecimento das ações policiais ocorre em meio à expressiva redução dos índices criminais registrados nos últimos anos em Goiás.

De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em outubro de 2025, a taxa de homicídios em Goiás caiu para 18,8 mortes por 100 mil habitantes, ficando abaixo da média nacional, que foi de 20,8. Em 2018, o índice goiano era de 39,3 homicídios por 100 mil habitantes — uma redução superior a 52%.

Dados da Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) também apontam forte retração em diversos crimes violentos desde 2018:

  • roubos a transeuntes: queda de 92%;
  • roubos de veículos: redução de 95%;
  • roubo a comércio: diminuição de 92%;
  • roubos em residências: queda de 85%;
  • roubos de carga: redução de 98%;
  • latrocínios: queda de 95%.

Segundo a SSP-GO, o estado também não registrou nenhum caso do chamado “novo cangaço” no período analisado.

Operação Destroyer mira facções e tráfico por delivery

A 7ª fase da Operação Destroyer foi coordenada pela Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Trindade.

Nesta etapa, foram cumpridas 40 medidas judiciais, sendo 20 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão nas cidades de Goiânia, Trindade e São Luís de Montes Belos.

As investigações apontam que a organização criminosa utilizava um sofisticado esquema de comercialização de drogas no modelo “delivery”, operando com motocicletas e veículos para distribuição rápida de entorpecentes.

Segundo os investigadores, o grupo mantinha uma estrutura organizada de logística, comunicação e cobrança de dívidas relacionadas ao tráfico de drogas, além de movimentações financeiras suspeitas ligadas às facções criminosas.

“O doutor André Ganga, nosso delegado-geral, me informou que mais de 100 mandados já foram cumpridos só no dia de hoje, em mais uma etapa da Operação Destroyer, que vem com o objetivo muito forte de combater as facções criminosas e os agentes financeiros dessas facções no nosso estado”, declarou Daniel Vilela.

Operação Agropix combate golpe da “mão fantasma”

Outra frente da ofensiva policial foi a Operação Agropix, conduzida pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Rio Verde, ligado à 8ª Delegacia Regional de Polícia.

A ação cumpre mais de 80 medidas judiciais, incluindo prisões temporárias, buscas domiciliares e bloqueios de valores milionários.

A investigação apura a atuação de um grupo criminoso especializado no golpe conhecido como “mão fantasma”, modalidade de fraude eletrônica em que criminosos acessam remotamente dispositivos das vítimas para realizar transferências bancárias e movimentações financeiras ilegais.

Segundo a Polícia Civil, o esquema causou prejuízo milionário a um produtor rural de Rio Verde, no sudoeste goiano.

A ofensiva ocorre simultaneamente em Goiás, São Paulo, Santa Catarina e Distrito Federal, com apoio integrado de unidades policiais especializadas em repressão ao crime organizado e crimes cibernéticos.

Segurança pública se consolida como bandeira do governo goiano

O avanço das operações contra facções, tráfico interestadual e crimes eletrônicos reforça a estratégia adotada pelo governo goiano de ampliar investimentos em inteligência, integração policial e repressão qualificada ao crime organizado.

Nos bastidores da segurança pública, integrantes das forças policiais avaliam que as ações recentes consolidam Goiás como um dos principais modelos nacionais de enfrentamento às organizações criminosas e redução dos índices de violência.