
Quem acompanhou a solenidade no Palácio do Buriti, em 3 de julho, percebeu uma cena curiosa que passou despercebida para boa parte dos presentes. Enquanto a governadora Celina Leão sancionava as leis que oficializaram a criação das regiões administrativas da 26 de Setembro e da Ponte Alta, os deputados distritais Eduardo Pedrosa (União Brasil) e Rogério Morro da Cruz (PSD) protagonizaram um discreto diálogo digno dos bastidores da política.
Os dois conversavam com as mãos cobrindo a boca, em um gesto típico de quem prefere não oferecer pistas a curiosos — nem a eventuais câmeras de alta resolução. O conteúdo da conversa permanece um mistério. Ali, a única testemunha parecia ser Deus.

A cena revela uma prática cada vez mais comum no meio político. Em tempos de transmissões ao vivo, vídeos em alta definição e redes sociais capazes de ampliar qualquer detalhe, muitos agentes públicos passaram a adotar estratégias para evitar que uma conversa reservada vire manchete no dia seguinte.
O que Eduardo Pedrosa e Rogério Morro da Cruz conversaram, só eles sabem. Restou aos bastidores apenas conjecturar — sempre em tom de brincadeira: “você fica com uma administração regional e eu com a outra”. O conteúdo real da conversa, naturalmente, permanece um mistério.
Fica apenas a curiosidade: o que era tão importante para justificar tamanho cuidado? Essa resposta, ao menos por enquanto, continua restrita aos dois parlamentares.




