Presidente Bolsonaro apresenta ‘daltonismo’ como Síndrome pós-Covid-19

Por: Ivan Rodrigues

Foto: Governo Federal

Jair Bolsonaro assumiu a Presidência da República e durante a transição, definiu seus 22 ministros.

Os novos ministros nomeados em cerimônia no Palácio do Planalto, apresentavam a mesma cor de pele; até aí, o presidente não havia sido acometido de daltonismo (Deuteranopia).

No dia 07 de julho, em entrevista à TV Brasil, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que havia testado positivo para covid-19.

Após o quatro teste, e, passados 18 dias da primeira confirmação, Bolsonaro informou no sábado (25/07), em seu Twitter, que seu último exame “RP-PCR para Sars-Cov 2: negativo. Bom dia a todos”, escreveu.

No dia 21 de novembro, após brutal assassinato do negro / preto João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, no estacionamento de uma loja do Carrefour em Porto Alegre, e protestos que ainda tomam as redes sociais e as ruas do Brasil, o presidente resolveu se pronunciar.

Veja abaixo o trecho principal de seu pronunciamento

“Não nos deixemos ser manipulados por grupos políticos. Como homem e como Presidente, sou daltônico: todos têm a mesma cor. Não existe uma cor de pele melhor do que as outras. Existem homens bons e homens maus. São nossas escolhas e valores que fazem a diferença,” escreveu.

Retornemos ao episódio de nomeação dos ministros por Bolsonaro. A realidade acima exposta pelo presidente não condiz com os fatos.

“Como homem e como Presidente, sou daltônico: todos têm a mesma cor.”

“Todos têm a mesma cor” em seu governo senhor presidente como dito.

 “Não existe uma cor de pele melhor do que as outras.”

Afirmativa que mereceria aplausos nobre presidente; se apresentasse à nação um governo plural.

“Existem homens bons e homens maus.”

E, por que, os homens bons de seu governo são brancos?

Como profissional de saúde, me pergunto, será que um dos efeitos – daltonismo –  ainda não estudado pela ciência, mas, comprovado por si mesmo, senhor presidente: “sou daltônico”, adveio da Síndrome pós-Covid-19?