Presidente Bolsonaro poderá ser responsabilizado por exercício irregular da medicina

16 de Maio de 2020

Redação

O chefe do Executivo, já exonerou dois ministros da Saúde médicos – Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich –  por discordarem de sua visão sobre o uso da cloroquina e seu derivado hidroxicloroquina.

Na visão de Bolsonaro, a medicação deve ser usada desde o início por parte daqueles que integram o grupo de risco ao novo coronavírus.

A droga é indicada para doenças como malária, lúpus e artrite, mas tem sido usada e estudada, em associação com outros medicamentos, para o tratamento da covid-19.

Mas pesquisadores da área médica afirmam que o comportamento da Covid-19 é bastante diverso de organismo para organismo.   

“O meu entendimento, ouvindo médicos, é que ela deve ser usada desde o início por parte daqueles que integram o grupo de risco. Para pessoas com comorbidades ou de idade, já deve ser usada a hidroxicloroquina”, disse Bolsonaro na última quinta-feira ao deixar o Palácio da Alvorada.

Um grupo de médicos de São Paulo, resolveu acionar o senhor presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, por exercício irregular da medicina, com base Art. 282 do Código Penal – Decreto Lei 2848/40

Art. 282 Exercer, ainda que a título gratuito, a profissão de médico, dentista ou farmacêutico, sem autorização legal ou excedendo-lhe os limites:

“Em face da conduta do senhor presidente Bolsonaro em impor e prescrever medicamento, atuando fora de seus limites, como falso médico da nação, que acionaremos o mesmo judicialmente, afirmou o médico cirurgião Alexandre Câmara que coordena o grupo.

Para Bolsonaro, “pode dar certo, pode não dar certo a cura do paciente”, mas enquanto não houver medicamento eficaz contra a covid-19, a cloroquina deve ser prescrita.

“Apesar de saberem que não tem confirmação científica da sua eficácia, mas como estamos em uma emergência, a cloroquina, que sempre foi usada desde 1955, e agora com a azitromicina, pode ser um alento para essa quantidade enorme de óbitos que estamos tendo no Brasil”, afirmou.

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