UPAs custam mais de R$ 2 milhões mês para pouca efetividade de atendimento no DF

UPA/DFAs UPAs competem o atendimento de urgência e emergência como: pressão e febre alta, fraturas, cortes, infarto e derrame. Contam também com estrutura simplificada de exames de: Raio X, eletrocardiograma, pediatria, laboratoriais e leito de observação por até 24 horas.

Relatório técnico da Codeplan/2015 – Localização e Eficiência das Unidades de Pronto Atendimento do Distrito Federal –, revela que as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) consomem cerca de 83% dos (R$ 2.347.987 milhões/ prévia do consumo mensal), com recursos humanos. Com materiais de consumo [combustíveis, materiais de expedientes, medicamentos, gases, soros etc] são gastos  4% dos recursos, com serviços de terceiros [cópias, alimentação, limpeza, conservação e segurança] 12%, as despesas gerais [água, esgoto, iluminação e comunicação] menos de 1%.

Observou-se um sobredimensionamento de médicos à demanda estimada e aos atendimentos realizados.

Na relação custo mensal e atendimento verifica-se que o custo por atendimento realizado varia muito entre as unidades, chegando a 120%.

A UPA de São Sebastião é a menos eficiente, apresentando um custo duas vezes maior que a UPA com produtividade média, o caso do Núcleo Bandeirante.

É interessante notar que a proporção de atendimentos entre as UPAs é muito parecida. Para o caso da maior diferença de produtividade, entre São Sebastião e Sobradinho, verifica-se que tal diferença não é explicada por diferenças de demanda.

A UPA de Sobradinho apresentou-se a mais eficiente dentre as estudadas, embora não existam informações para esta unidade.

A produtividade das UPAs é bastante distinta, segundo consta em relatório. Enquanto a unidade de São Sebastião apresenta de dois atendimentos diários por médico (com um total de 32 médicos no plantel), a unidade de Sobradinho atende 11 pacientes (com um total de 22 médicos no plantel).

Análise

O serviço público de saúde não pode mais servir como um sistema de retroalimentação negativa de interesses pessoais e particulares. É preciso mudar os conceitos, modelos, as práticas e encorajar verdadeiras mudanças no SUS. Afinal, a que fim se destina o nosso Sistema Único de Saúde?

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