Aqui em Brasília, nega-se atendimentos a recém-nascidos

Newborn in mother's hands, looking at mother

Newborn in mother’s hands, looking at mother

Segundo uma profissional da regional de saúde da cidade que não quis se identificar, há crianças com (15) dias de nascidos sem vacinação em razão da greve dos servidores da saúde.

A que ponto chegou o ser humano, se assim podemos dizer de alguns profissionais de saúde, que em serviço, com os insumos medicamentos disponíveis, negam atendimento a uma mãe com seu recém-nascido de 07 dias por estarem os mesmos de greve em serviço.

A senhorita Sizenilda Ferreira de Lima buscou no dia de hoje (16 de outubro), atendimento para seu recém-nascido no Posto de Saúde da cidade do Núcleo Bandeirante em Brasília, tendo como resposta por parte dos profissionais – que estavam em greve e por isso não poderia atendê-la.

Sizenilda depois de muito insistir, conseguiu com uma pediatra de plantão [meio que a contra gosto da médica], que a mesma pelo menos prescrevesse quais vacinas seu bebe precisaria tomar.

A recomendação da médica segunda a mãe: Não há problema grave em não se tomar as vacinas por agora. Dá pra esperar uns 15 dias. Fique com a criança em casa e não saia com a mesma.

Um recém-nascido não dispõe de imunidade suficiente para enfrentar os primeiros dias de vida sem um sistema imunológico competente para tal.

As primeiras vacinas e nas datas corretas são primordiais para maturação do sistema imunológico do concepto e garantia de sua saúde.

Profissionais de saúde que mesmo em [greve em serviço] que se negam a atender o bem mais precioso de um casal deveria ser escoltados diretamente para a delegacia mais próxima

Se estão em greve legal, não é o caso da greve dos profissionais de saúde de Brasília, julgada ilegal pelo TJDFT, deve ser garantido o mínimo preconizado pela Constituição de 30% do atendimento em estado de greve legal.

[A greve dos servidores deve respeitar o princípio da continuidade dos serviços públicos, de acordo com o STF. Por isso deve ser sempre parcial e é considerado abuso comprometer a regular continuidade na prestação do serviço público. É preciso também em qualquer caso atender as necessidades inadiáveis da comunidade].

Outro ponto de extrema importância que temos que levantar como profissionais da saúde também; não se nega atendimentos a crianças, idosos, portadores de necessidades especiais.

Diz a máxima do sacerdócio diário da saúde criada por este que escreve: “Atendimento prioritário e incondicional a quem mais nos precisar”.

Muitos exercem ofícios para o qual não tem a mínima sensibilidade e olhar humano que o cargo requer.

Sizenilda Ferreira e seu companheiro ao saírem do Posto de Saúde sem atendimento levaram seu filho para duas clínicas particulares onde o recém-nascido foi vacinado com BCG, Hepatite e feito o teste do pezinho, tendo o gasto de R$ 250 reais.

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