Transei com meu professor na adolescência e hoje vivo com HIV

Por: Ivan Rodrigues

cropped-white_feather_by_simonkonrad.jpgBom dia senhor Dr Ivan Rodrigues, meu nome é GFL, tinha 16 anos quando tudo começou.

Resolvi escrever-lhe, após sua ida na casa de apoio para portadores de HIV onde conversamos bastante.

Quero compartilhar minha história para que outras meninas aprendam a se cuidarem.

Tudo começou quando conheci o professor de educação física de minha ex-escola em Taguatinga, um professor inteligente, dedicado amante de seu trabalho.

Comecei a sentir interesse por ele, chegava em casa depois da aula e ia direto para meu quarto fazer coisas que meninas fazem quando ainda tem medo de transarem.

Com o tempo comecei a usar roupas mais provocativas para que ele me olhasse com interesse.

Dedicava-me mais as aulas de voleibol que matemática, português, história… Queria ser desejada por ele! Já que era um amante deste esporte.

Depois de alguns meses, descobri que havia se separado, ouvi algumas professoras comentando no pátio da escola no intervalo. Fiquei feliz e mais empolgada.

Comecei a ler coisas sobre separação de casais, comprei dois livros, li-os em vinte dias. Precisava entender um pouco do assunto para mostrar-lhe maturidade para desenvolver um bom assunto com ele.

Lembro-me, que no final de uma de suas aulas, menti para ele que meus pais haviam se separados, um meio desabafo!

Ganhei sua atenção para o assunto, neste dia conversamos bastante no final da aula.

No final do dia, perguntei a ele se poderia conversar novamente sobre o assunto, prontamente me disse que sim.

Neste dia, ele havia me confessado que acabará de se separar e que tudo se organizava no universo independente de nossas vontades. Fui para casa mega feliz!

No outro dia, tive coragem de adicioná-lo em minha rede social.

Com o tempo ficamos mais próximos, pelo menos nas redes sociais escrevia coisas que eu não tinha coragem de falar-lhe pessoalmente, atrás da tela do computador me sentia encorajada em arriscar!

Nas aulas, comecei a perceber seu olhar de homem para mim, isso me excitava e tremia com minha carne.

Ficávamos na quadra da escola muitas vezes, no fim das aulas conversando e flertando um com o outro.

Um dia à noite, conversando com ele pelo facebook, teve a coragem de me chamar para conhecer seu apartamento. Lógico que aceitei, sem a menor pausa para pensar!

Marcamos para sexta-feira seguinte depois das 17 horas. Fui dormi feliz, muito feliz mesmo! Era quarta-feira.

A sexta-feira chegou tão rápida como o metro que me conduzia para Aguas Clara ao encontro do professor.

Cheguei na estação meia hora mais cedo e ele já estava a minha espera lendo um livro sentado no chão.

Fomos comprar um lanche na padaria próxima a estação, depois nos direcionamos para seu apartamento. Eu estava meio desconfortada um pouco confesso!

Chegamos a seu prédio por volta de 17h20, subimos para o segundo andar de escada, pois a energia havia sido interrompida. Ao entrar no apartamento me senti um pouco deslocada.

Ele percebeu e logo quebrou o gelo colocando um clipe musical para amenizar a situação.

Eu estava sedenta para que ele me beijasse logo. Tentava me controlar!

Meu sonho foi realizado após pouca conversa que mantivemos no sofá. Um beijo se estabeleceu entre nós.

Eu queria muito ser possuída por ele, também percebia que ele estava como um vulcão ardente para me possuir.

Naquela sexta-feira, fizemos amor intensamente, me descobri como mulher.

Conversávamos entre um intervalo e outro sobre coisas que todo mundo conversa. Nossa como ele foi carinho, paciente e sabedor das coisas do amor.

Sua idade 19 anos mais velho e sua experiência me conduziram ao reconhecimento de mim mesma e do prazer. Queria ficar mais para ser amada, mas o tempo já se avançava e muito.

Ele me levou para casa e se despediu com um carinhoso beijo. Não consegui dormi naquela noite!

Trocamos mensagem no facebook no dia seguinte por quase 2 horas.

A segunda-feira chegou demoradamente para mim.

Mantivemos a mesma postura na escola, mas seu apartamento virou nosso cumplice de amor. Foram três meses de intenso prazer.

Uma tarde de quarta-feira, final do dia, ele me confessou que estava deixando Brasília para ir morar no Rio de Janeiro.

Ele não me convidou, apenas me comunicou que Brasília não era a cidade que ele planejava para seus planos. Meio sem graça, disse a ele que ia visita-lo nas férias da escola.

Continuamos a nos encontrar em quatro paredes por mais um meses e meio.

O fim chegou! Em uma sexta feira chuvosa, ao chegarmos a seu apartamento, pouca coisa se tinha naquele lugar.

Ele me comunicou que era sua última semana em Brasília, tentei ser forte, mas não consegui! Chorei como uma criança em seus braços.

Depois de sua partida, passei uma semana enganando meus pais sem aparecer na escola.

Ele se despediu de mim pelo facebook, pois não atendia mais suas ligações.

Resolvi retomar na semana seguinte, minhas atividades escolares, embora soubesse o quão seria difícil.

A quadra da escola era meu lugar preferido para relembrar momentos que eu vivi. Mantínhamos conversas pelo facebook, mas era completamente diferente!

Um mês depois, fui procurar uma ginecologista. Pediu-me uma série de exames.

E, pra minha surpresa, numa quinta-feira de retorno ao Posto de Saúde fui diagnosticada como HIV positivo. A médica pediu para repetirmos os exames, nova confirmação.

Demorei em ter coragem para contar a ele, mas mandei o resultado do teste em um anexo do facebook para ele.

Ele falou-me que havia ficado casado por 05 anos, sem se envolver com outra mulher.

Acredito nele! Pois fiz de tudo para ser notada no começo e ele nunca se atentou para uma jovem mais nova que lhe olhava com pecado da carne, sem ser retribuída.

Tive todo o apoio de minha família e sigo minha vida morando em Brasília, vou ao Parque da Cidade, saio com amigas, sou aluna da UNB, não tenho namorado, acho que sempre será assim, não consigo me permitir ao amor.

Nunca mais tive noticias dele, espero que esteja bem e se cuidando para não transmitir a doença, e além de tudo, esteja vivo!

O site

Conhecemos GFL em um grupo de apoio para portadores de HIV.

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