A possível delação premiada do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, entrou no radar político de Brasília após a divulgação de que o acordo de colaboração estaria em fase de negociação. A informação foi publicada neste domingo (3) pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Segundo a coluna, Costa pretende apresentar elementos que, em tese, poderiam envolver não apenas o ex-governador Ibaneis Rocha, mas também a atual governadora do Distrito Federal, Celina Leão. Até o momento, porém, não há confirmação oficial sobre o conteúdo da eventual colaboração, nem sobre a homologação de qualquer acordo pelas autoridades competentes, apenas falácias.
De acordo com a publicação, o ex-dirigente do banco afirma dispor de provas para sustentar suas declarações, o que poderia influenciar o andamento das tratativas com órgãos como a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República. Em casos dessa natureza, a validação das informações depende de análise técnica e jurídica, além de eventual confirmação por meio de investigações independentes.
A inclusão de nomes no contexto de uma possível delação não implica, por si só, responsabilização ou culpa, sendo necessária a apuração formal dos fatos dentro do devido processo legal.
Procurada, a governadora Celina Leão negou qualquer relação com o caso e afastou a possibilidade de envolvimento:
“Minha preocupação é zero. Não tinha afinidade com Paulo Henrique, não participei de indicação política e não havia proximidade. Inclusive, já havia sinalizado anteriormente que ele não permaneceria no governo. Qualquer citação ao meu nome não tem fundamento”, afirmou.
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Até o momento, Paulo Henrique Costa não se manifestou publicamente sobre o conteúdo atribuído à possível delação. O caso segue em fase preliminar e dependerá de desdobramentos formais para que eventuais acusações sejam verificadas.




