25.7 C
Brasília
sábado, agosto 1, 2026
Início Destaques Após receber duas negativas, Arruda já pensa em ‘chapa puro-sangue’

Após receber duas negativas, Arruda já pensa em ‘chapa puro-sangue’

Arruda, Gilberto Kassab e Paulo Octávio.

Ex-governador procura vice, testa nomes e começa a enfrentar a parte mais difícil de uma candidatura: encontrar quem aceite dividir com ele o risco de 2026

José Roberto Arruda está procurando um vice. O problema é que, até agora, os nomes sondados parecem mais interessados em preservar seus próprios projetos do que em embarcar no dele.

A primeira tentativa foi Kiko Caputo. Durante um almoço no Fortunata, no Lago Sul, segundo o portal Fatos On-line Caputo recebeu uma ligação do ex-governador. Depois de uma brincadeira sobre quem seria o “gatinho da Damaris”, Arruda mudou o tom e fez a pergunta que interessava: já havia pensado em formar uma chapa com ele para o Governo do Distrito Federal?

Caputo não disse exatamente não. Disse que precisava consultar o Novo. A resposta, porém, produziu quase o mesmo efeito prático de uma negativa. O empresário deixou claro que não pretende abrir mão da legenda sem saber se o partido autorizará a operação.

Arruda ainda tentou ampliar o horizonte. Em vez de tratar apenas da eleição de 2026, sugeriu a Caputo que pensasse no futuro: dali a quatro anos, poderia ser ele o candidato ao Buriti.

O segundo movimento mirou Luiz França, do Podemos. A vaga de vice também entrou no radar. Só que, desta vez, o possível parceiro tratou de organizar a própria rota eleitoral e confirmou a candidatura a deputado federal.

A mensagem é difícil de ignorar: Arruda tem nomes para conversar, mas ainda não tem um nome disposto a conversar nas condições que ele oferece.

É aí que a ideia de uma chapa “puro-sangue” começa a ganhar espaço.

Nos bastidores, circula o nome do pastor Ronaldo Fonseca para a vice. A questão, agora, é saber se ele de fato pretende assumir o risco político de uma composição com Arruda — e, sobretudo, se a chapa terá condições jurídicas e eleitorais de chegar inteira à disputa.

É uma diferença importante. Na política, anunciar um vice é uma coisa. Ter um vice é outra.

Arruda conhece bem a diferença entre as duas etapas.

A convenção do PSD, neste sábado, pode ajudar a tirar parte da névoa. O que estiver no palco interessa menos do que os nomes que aparecerem ao redor dele e, principalmente, quem aceitar posar ao lado do ex-governador como parte de um projeto eleitoral.

Por enquanto, Arruda parece ter conseguido algo mais simples do que montar uma chapa: colocar a vaga de vice em circulação.

Falta convencer alguém a ocupá-la.

E, em 2026, talvez essa seja a primeira eleição em que a pergunta sobre quem será o vice de Arruda tenha uma segunda pergunta embutida: quem está disposto a dividir com ele o mesmo barco — e chegar até a margem?