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Bastidores da Política: distritais perderam mandato por pouco mais de 100 votos em 2022 e cenário de 2026 já provoca tensão na CLDF

Deputados distritais avaliam trocas partidárias de olho nas eleições 2026
CLDF - Legislatura Atual. Foto: S&DS montagem

A corrida pela Câmara Legislativa em 2026 já começa a tirar o sono de muitos deputados distritais. Nos corredores da política local, o clima é de preocupação diante das incertezas que cercam a disputa eleitoral.

O motivo tem explicação. Em 2022, nomes conhecidos da política do Distrito Federal, como Reginaldo Sardinha, Delmasso e Valdelino Barcelos ficaram fora da Câmara Legislativa por uma diferença de pouco mais de 100 votos, evidenciando o elevado grau de competitividade da eleição proporcional.

Para 2026, a expectativa nos meios políticos é de uma disputa ainda mais acirrada. A avaliação predominante é que o fenômeno poderá se repetir, com candidatos sendo eleitos ou derrotados por margens mínimas. O receio não se limita à votação individual. Muitos observam com atenção o desempenho de seus partidos e federações, já que o quociente eleitoral poderá definir o destino de diversas candidaturas.

O temor dos atuais distritais encontra respaldo na própria história recente da política do Distrito Federal. Nas eleições de 2022, seis deputados que buscavam a reeleição ficaram sem mandato: Delmasso (Republicanos), Cláudio Abrantes (PSD), Reginaldo Sardinha (PL), Agaciel Maia (PL), Fernando Fernandes (Pros) e Valdelino Barcelos (PP).

O caso mais emblemático envolveu o chamado quociente eleitoral. Mesmo ultrapassando a marca de 20 mil votos, Delmasso, Cláudio Abrantes e Reginaldo Sardinha acabaram fora da Câmara Legislativa, enquanto candidatos com votação inferior conquistaram mandato graças ao desempenho de suas legendas. O episódio tornou-se um dos maiores exemplos de como a matemática eleitoral pode ser decisiva nas eleições proporcionais.

Com a tendência de pulverização dos votos e o fortalecimento de novas candidaturas em 2026, a avaliação nos bastidores é que o número de “vitoriosos derrotados” pode aumentar. Não são poucos os parlamentares que observam com apreensão as projeções eleitorais e fazem contas diárias para evitar que a história se repita para si nas urnas.

Nos bastidores, a matemática eleitoral domina as conversas. Em uma eleição decidida voto a voto, cada apoio conquistado ou perdido pode representar a diferença entre a permanência no mandato e a despedida da CLDF. E tudo indica que, em 2026, a disputa será uma das mais apertadas da história recente do Distrito Federal.