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quinta-feira, junho 18, 2026
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Após operação da PCDF no Buriti, Celina Leão exonera assessor da Secretaria de Economia

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, exonerou o assessor especial da Secretaria de Economia Luiz Carlos de Sousa após ele se tornar alvo da Operação Black-Tie, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal [PCDF] em conjunto com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios [MPDFT]. A demissão foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal e ocorre um dia após agentes cumprirem mandado de busca e apreensão no Anexo do Palácio do Buriti, local de trabalho do servidor.

Luiz Carlos de Sousa ocupava um Cargo de Natureza Especial [CNE-03] no gabinete da Secretaria de Economia. Durante a operação, policiais apreenderam um pen drive que estava sobre sua mesa de trabalho. O servidor recebia remuneração de aproximadamente R$ 13 mil como assessor especial e também integrava o Conselho de Administração do Fundo de Apoio ao Esporte, função pela qual recebia adicional de cerca de R$ 2 mil.

A Operação Black-Tie investiga um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa envolvendo agentes públicos e particulares. As investigações tiveram início em fevereiro de 2025 e alcançaram pessoas ligadas à administração pública distrital, incluindo um ex-secretário do governo de Ibaneis Rocha. Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em diferentes regiões do Distrito Federal, entre elas Planaltina, Noroeste e o próprio Anexo do Palácio do Buriti.

A exoneração de Luiz Carlos de Sousa representa a primeira consequência administrativa direta da operação dentro da estrutura do Governo do Distrito Federal. Ao retirar o servidor do cargo de confiança logo após a ação policial, o Palácio do Buriti busca afastar da administração agentes sob investigação, preservando a imagem institucional do governo enquanto os fatos são apurados pelas autoridades.

Embora a investigação ainda esteja em curso e não exista condenação judicial, a presença de equipes da Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCOR) dentro da sede administrativa do governo elevou a repercussão política do caso. A apreensão de material em um gabinete da Secretaria de Economia coloca a Operação Black-Tie no centro das atenções e amplia a pressão por transparência sobre os desdobramentos das investigações que miram possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos e influência dentro da máquina governamental.