Itália chega a 9.134 mil mortes e bate recorde com 969 óbitos em 24 horas

27 de Março de 2020


EFE/EPA/Andrea Canali

O número de mortes devido à Covid-19 na Itália chegou nesta sexta-feira a 9.134, com 969 registradas nas últimas 24 horas, o que representa um aumento recorde no número de vítimas em um só dia no país.

Atualmente, 66.414 pessoas foram diagnosticadas em território italiano com o coronavírus transmissor dessa doença, 4.401 no último dia, de acordo com dados da Defesa Civil.

Desde o primeiro caso de Covid-19 detectado na Itália, em 20 de fevereiro, 86.489 pessoas testaram positivo para o vírus SARS-CoV-2 e 10.950 foram curadas. Com isso, o país lidera o ranking de infectados no mundo, superando a China, onde a pandemia começou e que teve até agora cerca de 82 mil contaminados, ainda à espera dos dados dos Estados Unidos, que serão divulgados mais tarde.

A situação mais grave continua sendo a da região da Lombardia, onde hoje morreram mais 541 pessoas, elevando o total a 5.402. Em seguida, vem Emilia-Romagna, com 9.300 casos positivos e 1.267 vítimas.

Em todo o país há 3.732 pacientes em terapia intensiva, dos quais quase 1,3 mil estão nos hospitais da Lombardia. O comissário extraordinário para a crise na saúde, Domenico Arcuri, disse 75 desses infectados foram transferidos para outras regiões da Itália que estão menos sobrecarregadas.

“Estamos diante de uma crise global na qual os países devem colaborar sem egoísmo ou particularismo”, declarou Arcuri, que destacou que na Itália há um trabalho de reconversão das empresas, para que a capacidade de produzir o material necessário nos hospitais seja reforçada. O objetivo é atingir a autossuficiência para evitar a dependência de importações.

“O nosso esforço é de 360 graus: continuamos colaborando com muitos países, adquirimos dispositivos médicos de França, Alemanha, China, Rússia, estão em curso negociações com outros países muitas vezes distantes, onde estes produtos são fabricados. Sem qualquer envolvimento de natureza política e geográfica”, declarou o comissário.

“Para nós, é tempo de cooperação, não de divisão. Onde quer que sejam encontradas soluções para os nossos cidadãos, é correto ir lá”, acrescentou.

A partir de amanhã, ainda segundo Arcuri, o Ministério da Defesa trabalhará com pessoal e transportes, como caminhões e helicópteros, para transportar equipamentos e dispositivos médicos para onde são necessários o mais rápido possível.

Quanto aos locais de tratamento intensivo, ele detalhou que houve um crescimento de 68% em comparação com o começo da crise, dos 5.343 que existiam antes na Itália para quase 9 mil.

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