13 de Agosto de 2019

Consultório Itinerante de Oftalmologia deu vazão à fila de aproximadamente 3 mil pacientes que aguardavam por um exame

Consultório Itinerante de Oftalmologia do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB)
 
Foto: Breno Esaki/Saúde-DF

O Consultório Itinerante de Oftalmologia do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) ajudou a zerar o número de pacientes que aguardavam por uma consulta oftalmológica na Região de Saúde Leste do Distrito Federal, que engloba Paranoá, Itapoã, São Sebastião e Jardim Botânico. Aproximadamente 3 mil pacientes aguardavam por um exame. 

O trabalho é fruto de uma parceria do HUB com a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF). O serviço funciona há setes anos e desde 2017 presta atendimento exclusivamente aos moradores da Região Leste, percorrendo pontos estratégicos da localidade. “Com esse apoio, conseguimos zerar a fila para oftalmologista e, hoje, ajudamos na fila da Região de Saúde Norte também, que é Sobradinho e Planaltina”, explica a superintendente da Região de Saúde Leste, Raquel Bevilaqua.

Uma das beneficiadas é a dona de casa Francisca Matos, 53 anos. Moradora de Sobradinho, ela procurou o contêiner em razão de uma dor no olho esquerdo. “Me receitaram um colírio e um remédio. Achei o atendimento muito bom e rápido. Agora, vou aguardar pelo retorno”, disse Francisca.

Atendimento no consultório itinerante


Na estrutura, montada em um contêiner com ambiente totalmente reformado e climatizado e equipamentos de última geração, é possível atender cerca de 500 pacientes por mês. A equipe é formada por quatro médicos oftalmologistas e um técnico em óptica, todos do HUB. O funcionamento é de segunda a sexta-feira, pela manhã e à tarde.

O paciente passa por uma consulta completa em oftalmologia básica, que inclui a realização de vários exames, entre eles o teste de refração ocular, a biomicroscopia, que detecta a catarata, e a tonometria, medida da pressão intraocular que ajuda a diagnosticar o glaucoma, doença silenciosa considerada a segunda maior causa de cegueira no mundo. Além disso, quem recebe indicação para uso de óculos já sai com o acessório ao final da consulta.

Para os casos mais graves, o paciente é encaminhado para atendimento pela regulação da Secretaria de Saúde. “É um serviço importantíssimo de saúde pública, que faz a triagem e a prevenção das principais doenças que causam cegueira no Brasil”, explica a responsável técnica da oftalmologia no HUB, Ana Paula Furtado Tupynambá.

Acesso ao serviço


Para realizar a consulta oftalmológica, o usuário precisa de encaminhamento dado pela unidade básica de saúde (UBS), após consulta com o médico da família e comunidade, que avaliará a necessidade do atendimento. O ideal é realizar uma avaliação anual para prevenir doenças e receber o diagnóstico precoce.

O tempo médio de espera para a consulta varia entre 10 e 20 dias para os pacientes classificados como vermelho, e de 30 a 60 dias para quem tem problema categorizado como amarelo. Antes da instalação do contêiner, em outubro de 2017, o tempo de esperava chegava a dois anos.

Com informações de Leandro Cipriano, da Agência Saúde