A governadora do Distrito Federal, Celina Leão [PP], lançou neste sábado (18), em Ceilândia, sua pré-candidatura à reeleição ao Palácio do Buriti e anunciou o ex-secretário da Casa Civil Gustavo Rocha [Republicanos] como pré-candidato a vice-governador na chapa.
O ato reuniu aliados políticos, entre eles a senadora Damares Alves [Republicanos] e a deputada federal Bia Kicis [PL]. A convenção do PP que deve oficializar a candidatura está marcada para 2 de agosto.
Em discurso, Celina apresentou um balanço dos primeiros meses de sua gestão e destacou investimentos em infraestrutura urbana. Segundo ela, o governo assinou mais de 300 ordens de serviço e destinou R$ 250 milhões para obras como substituição de abrigos de ônibus, reforma de parquinhos e pavimentação de vias.
“A gente tem menos de 90 dias no governo e a gente fez muita coisa. Aqui onde vocês estão hoje, em Ceilândia, você não dava conta de andar no fim de semana. A cidade estava tomada por barraco, com as pessoas sendo assaltadas ao meio-dia, mas chegou uma governadora que trabalha, um administrador que trabalha”, afirmou.
A governadora também abordou a situação da saúde pública no Distrito Federal. Segundo ela, um dos principais entraves é a falta de integração entre os sistemas utilizados nas unidades básicas de saúde, nas UPAs e nos hospitais.
“Há um problema grave de gestão. Há um problema de falta, hoje em dia, dos sistemas conversarem. Ou seja, você tem um sistema na UBS que não fala com o sistema da UPA, que não fala com o sistema do hospital. Nós estamos licitando para a gente ter uma rede única”, disse.
Celina afirmou ainda que a rede pública enfrenta um déficit entre 30% e 35% no quadro de profissionais da saúde. Para ela, parte da evasão de médicos está relacionada às condições de trabalho e à diferença salarial em relação ao setor privado.
“A gente precisa entender que ou o servidor está adoecendo, ou a gente precisa melhorar as condições de trabalho. E a gente sabe que as duas coisas acontecem. Nós estamos fazendo esses investimentos, mas precisava, sim, fazer uma recomposição de médicos”, declarou.
Segundo a governadora, o GDF prepara uma reestruturação da carreira médica com mudanças na remuneração, na tentativa de ampliar a permanência de profissionais na rede pública.
“A gente aproveita a oportunidade para falar que nós vamos mexer nesse salário. Nós vamos reestruturar, [então pedimos] que eles acreditem, que eles venham para a rede pública”, afirmou.





