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domingo, maio 3, 2026
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Celina Leão articula governo paritário com 50% de mulheres no DF

Memorial dos Povos Indígenas
Juliane Sanches

Nos bastidores do Distrito Federal, a futura gestão de Celina Leão já opera com uma diretriz considerada estratégica: estruturar um governo rigorosamente paritário. A meta, segundo interlocutores próximos, é distribuir cargos de primeiro, segundo e terceiro escalões — incluindo secretarias, empresas públicas e administrações regionais — em um equilíbrio de 50% entre mulheres e homens. A medida não é tratada apenas como simbólica, mas como eixo de identidade política da gestão.

Levantamentos do portal S&DS indicam que a formatação desse desenho vem sendo discutida de forma antecipada, com mapeamento de quadros técnicos e políticos capazes de sustentar a paridade sem comprometer a governabilidade. A engenharia política envolverá os partidos da base e grupos regionais, onde historicamente há predominância masculina nos espaços de poder — o que exigirá rearranjos a eventuais resistências.

O movimento sinaliza um alinhamento claro de Celina Leão com a agenda de ampliação da presença feminina no poder público, mas vai além do discurso: a intenção é ocupar posições-chave com mulheres em áreas tradicionalmente dominadas por homens, como infraestrutura, segurança e gestão orçamentária. Nos corredores do poder, a leitura é de que a paridade será usada como marca de gestão e instrumento de reposicionamento político, consolidando uma narrativa de modernização administrativa e equidade institucional.

Apesar do desenho paritário, interlocutores ouvidos pela reportagem ponderam que o desafio não se limita à divisão entre homens e mulheres, mas também à diversidade interna dessa composição — especialmente quanto à presença de mulheres negras nos espaços de decisão.