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quarta-feira, abril 29, 2026
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Programa promete reduzir fila de exames no DF e alcançar mais de 200 mil pacientes

Celina Leão também destacou que a iniciativa integra um conjunto maior de medidas para reduzir filas e ampliar a capacidade de atendimento da rede pública. Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília

O Governo do Distrito Federal lançou, nesta quarta-feira (29), a segunda etapa do programa Saúde Mais Perto do Cidadão, iniciativa voltada à ampliação do acesso a consultas, exames e procedimentos especializados no Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão é de que as ações tenham início já em maio.

Com investimento de R$ 58,2 milhões — viabilizado por emendas parlamentares —, o programa foi estruturado para atender uma das principais demandas da rede pública: a fila por serviços especializados. A estimativa oficial é de que 208.592 pacientes sejam beneficiados, com a oferta total de 786.589 atendimentos.

A estratégia prevê a ampliação da assistência em áreas com maior demanda reprimida, como ortopedia, saúde visual e cardiologia. Juntas, essas especialidades concentram a maior parte dos atendimentos previstos. Na ortopedia, por exemplo, dois projetos devem alcançar mais de 100 mil pacientes. Já na saúde visual, a expectativa é de atendimento a cerca de 70 mil pessoas.

Além dessas frentes, o programa inclui ações em otorrinolaringologia, saúde da mulher, odontologia, reabilitação locomotora e urologia oncológica, contemplando desde consultas especializadas até exames de imagem e procedimentos diagnósticos. Entre os serviços ofertados estão ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética, exames laboratoriais e teleconsultas, além de iniciativas complementares, como fornecimento de óculos e atividades físicas orientadas.

Um dos eixos centrais da iniciativa é a integração do atendimento, com o objetivo de garantir maior continuidade no cuidado ao paciente. A proposta é reduzir intervalos entre consulta, diagnóstico e eventual encaminhamento para tratamento, otimizando o fluxo dentro da rede pública.

De acordo com o governo, o modelo foi desenhado para atuar de forma articulada com outras medidas já em curso na Secretaria de Saúde, incluindo programas voltados à ampliação de cirurgias e ao uso complementar da rede privada para procedimentos de menor complexidade.

Os recursos que viabilizam o programa são provenientes, em grande parte, de emendas parlamentares destinadas por integrantes da bancada do Distrito Federal, dentro de uma estratégia de reforço ao financiamento da saúde pública local.

A iniciativa se soma a outras ações recentes de incremento orçamentário na área. Na última semana, o Executivo autorizou a abertura de crédito suplementar de R$ 244,8 milhões para o Fundo de Saúde do Distrito Federal, com base em superávit financeiro, reforçando as dotações destinadas à manutenção e ampliação dos serviços.

Com a nova etapa do programa, a expectativa é de avanço na redução da demanda reprimida por exames e consultas especializadas, um dos principais desafios históricos da rede pública de saúde no Distrito Federal.