Cappelli, investigações podem ligar general Heleno a 8 de janeiro

Cappelli apontou sua mira para o general Augusto Heleno, que chefiou o GSI durante o governo Bolsonaro.
Ricado Cappelli em apresentação do balanço da intervenção federal na segurança pública do DF, ao ministro Alexandre de Moraes do STF.

Em entrevista exclusiva dada ao Congresso em Foco neste sábado (22), o ministro interino do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Ricado Cappelli apontou sua mira para o general Augusto Heleno, que chefiou o GSI durante o governo Bolsonaro.

Na sua opinião, as investigações em curso na Polícia Federal “muito possivelmente” indicarão que o militar, vinculado à linha mais dura do Exército brasileiro, teve alguma participação nos acontecimentos de 8 de janeiro.

CPI

Seguindo o roteiro palaciano, Cappelli tem se posicionado contrário à ideia de criar uma comissão parlamentar de inquérito no Congresso para investigar os atos de 8 de janeiro.

“A CPI vai reafirmar a tentativa de golpe do dia 8, nada além disso. Por isso acho que o ideal é virar essa página o mais rápido possível e retomar a agenda que realmente faz o Brasil se desenvolver. É o ajuste fiscal, é a reforma tributária, e isso seria o mais importante para o país neste momento”, argumenta ele.

Para o ministro interino, o “desaparecimento” de Heleno é suspeito: “Ele desapareceu. Acho que quem se esconde teme a verdade, essa é minha opinião. O general Heleno está escondido. Onde? Quem consegue falar com ele? Todo dia recebo jornalistas que dizem que ele não recebe ninguém, não fala com ninguém. Por que o general Heleno se escondeu? Cadê a valentia dele?”.

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