Uso do TikTok por Policiais Militares do Brasil é considerado ‘transgressão disciplinar’, já nos EUA não!

REDAÇÃO – S&DS

Brasília – 04 de Setembro de 2020 – 11:00

Elineuda Morais

Sete policiais militares femininas do Piauí, com nomes: @rafaely1, @kilviaa, @leddycosta, @hiudenissilva, @mariagladysmonteiropenha, @anagabrielle05 e @jpelymartins no TikTok estão sendo investigadas por terem cometido “transgressão disciplinar” por terem participado, fardadas, de um “desafio” de troca de roupas no aplicativo.

A corporação informou que foi instaurado um inquérito e duas sindicâncias para apurar o “uso indevido de uniforme” e pela “falta de autorização no uso de fardamento“.

O vídeo é do mês de abril. Nas fotos, as PMs aparecem de uniforme e em seguida, com roupas normais.

Ao G1, a sargento Elineuda Morais contou que teve a ideia após ver outras policiais participando do “desafio”.

“Eu vi que era uma forma de enaltecer a beleza da policial e valorizar o nosso trabalho, que a mulher pode estar no lugar que quiser. Eu convidei as meninas e elas aceitaram. Cada uma gravou de sua casa, eu juntei e saiu o vídeo”, afirmou Morais.

TikTok é usado por policiais dos EUA

O presidente americano, Donald Trump, tem tentado proibir o TikTok no país, como essa proibição seria aplicada e quais desafios legais que a medida enfrentaria, ainda padecem de análises.

Nem por isso, os policiais americanos deixam de usá-lo, ou, são proibidos de fazerem vídeos fardados com o aplicativo.

Oficial Anthony Johnson, conhecido como @ohnoitsdapopo no TikTok. (Crédito da foto: TikTok)

Em Columbus, Ohio, o oficial Anthony Johnson é carinhosamente conhecido como “o policial dançarino“. Ele tem sua própria presença na mídia social, incluindo uma conta no TikTok, o aplicativo de compartilhamento de vídeo chinês cada vez mais popular, onde ele carrega imagens de si mesmo interagindo calorosamente com sua comunidade – uma que é em sua maioria negra e principalmente adolescente. (O próprio Johnson é birracial – sua mãe é branca, seu pai é negro – e passa branco.) Os clipes em seu TikTok, @ohnoitsdapopo online, apresentam Johnson em interações lúdicas, como desafiar crianças a jogos de basquete. Essas imagens atuam como um contra-ataque à visão menos favorável da comunidade dos policiais de Columbus, um dos quais atirou e matou Tyre King, de 13 anos, em 2016, quando confundiu a arma de ar comprimido do jovem com uma arma de fogo. Johnson’s TikTok, que tem mais de 246.000 seguidores, o apresenta como o policial idealizado: benevolente, amigável e focado no envolvimento da comunidade.

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