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quinta-feira, agosto 20, 2026
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MPF impugna candidatura de Arruda e sustenta inelegibilidade até 2030

Com base na Lei Complementar nº 64/90, MPDFT pede a impugnação da candidatura de Arruda.

Procuradoria afirma que ex-governador tem sete condenações por improbidade administrativa e que seis delas produzem efeitos para as eleições de 2026; decisão caberá à Justiça Eleitoral

O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) impugnou o registro da candidatura de José Roberto Arruda ao Governo do Distrito Federal e sustenta que o ex-governador está inelegível para as eleições de 2026. O pedido agora será analisado pela Justiça Eleitoral.

Na manifestação, o procurador Francisco Guilherme Vollstedt Bastos afirma que Arruda possui sete condenações por ato doloso de improbidade administrativa relacionadas a lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito. Segundo o MPF, seis dessas decisões foram confirmadas por órgão judicial colegiado dentro do período considerado pela legislação eleitoral e, por isso, produzem efeitos sobre a eleição deste ano.

A Procuradoria sustenta que a inelegibilidade permanece mesmo após as alterações promovidas na Lei da Ficha Limpa. De acordo com o documento, as condenações alcançam casos relacionados à Operação Caixa de Pandora, investigação que revelou um esquema de pagamento de propina envolvendo agentes públicos e empresas com contratos com o Governo do Distrito Federal. Arruda foi preso em 2010, durante o curso das investigações.

Condenações dentro do período analisado

Segundo o MPF, seis decisões judiciais foram proferidas há menos de oito anos da data das eleições gerais de 2026. São elas:

  • >11 de dezembro de 2018;
  • >25 de outubro de 2022;
  • >2 de agosto de 2024;
  • >14 de novembro de 2024;
  • >23 de novembro de 2024;
  • >15 de junho de 2026.

Para a Procuradoria, essas decisões se enquadram na hipótese de inelegibilidade prevista na Lei Complementar nº 64/1990, a chamada Lei de Inelegibilidades.

“Para fins da causa de inelegibilidade enfocada, devem ser consideradas apenas as sentenças condenatórias transitadas em julgado ou confirmadas por órgão judicial colegiado a partir de 04/10/2018”, afirma o documento do MPF.

Registro de candidatura sob análise

O PSD lançou oficialmente a candidatura de Arruda ao Governo do Distrito Federal em agosto. Desde domingo, quando teve início o período autorizado para a propaganda eleitoral, o ex-governador passou a cumprir agenda de campanha.

Agora, porém, a candidatura enfrenta uma contestação formal na Justiça Eleitoral. O MPF sustenta que Arruda permanece inelegível até 2030, com fundamento nas condenações por improbidade administrativa.

A manifestação foi elaborada na quarta-feira (19) e protocolada na Justiça Eleitoral nesta quinta-feira (20). A palavra final sobre o registro, entretanto, será da Justiça Eleitoral.

A eventual decisão poderá alterar o cenário da disputa pelo Palácio do Buriti, já que Arruda figura entre os nomes que disputam o Governo do Distrito Federal em 2026.

Arruda rebate situação

Arruda afirmou que registrou sua candidatura dentro da legalidade e disse não acreditar na possibilidade de prosperar qualquer pedido de impugnação. Segundo o ex-governador, as contestações já eram esperadas e fazem parte do processo eleitoral. Ele declarou ainda confiar na Justiça e ressaltou que, ao final, “quem vai decidir é o voto da população”.

Entenda parte da história de Arruda e a justiça em vídeo abaixo: