O futuro dos atuais trabalhadores do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) é uma das questões que permanecem sem esclarecimento na proposta de mudança administrativa apresentada pelo candidato ao Governo do Distrito Federal, Leandro Grass (PT).
Durante participação em evento promovido pelo Metrópoles, nesta quinta-feira (1º/10), Grass afirmou que não haverá demissões de profissionais de saúde em um eventual governo seu. Ao mesmo tempo, anunciou que pretende retirar do Iges-DF o poder de gestão, transferindo à Secretaria de Saúde a responsabilidade pelo planejamento e pela definição do funcionamento da rede, além de realizar concursos públicos.
Embora tenha declarado que o contrato com o instituto será mantido inicialmente, o candidato não detalhou como a proposta afetaria os atuais vínculos de trabalho nem quais regras seriam aplicadas aos profissionais que já atuam na instituição.
A realização de concursos públicos também levanta questionamentos sobre a forma de ingresso e permanência dos trabalhadores no modelo pretendido. A declaração, porém, não estabelece que os atuais profissionais terão de ser aprovados em concurso para continuar trabalhando, tampouco esclarece se haverá mudanças nos contratos existentes.
A eventual alteração na estrutura de gestão exige, portanto, respostas sobre a situação dos trabalhadores, as condições de manutenção dos vínculos e a relação entre os atuais contratos e os futuros concursos.
A promessa de não demissão, por si só, não esclarece como será garantida a permanência dos atuais profissionais diante das mudanças anunciadas. O detalhamento dessas medidas é essencial para que os trabalhadores compreendam os efeitos da proposta sobre seus empregos.





