
No primeiro debate ao Palácio do Buriti, candidato do PSB foi confrontado por Celina Leão sobre problemas da saúde e denúncia atribuída ao ex-vice-governador Renato Santana
O primeiro debate entre os candidatos ao governo do Distrito Federal em 2026 terminou com uma pergunta que Ricardo Cappelli (PSB) não respondeu.
Realizado pela Band Brasília neste domingo (9), o encontro colocou frente a frente seis candidatos ao Palácio do Buriti: Celina Leão (PP), José Roberto Arruda (PSD), Kiko Caputo (Novo), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB) e Cappelli. O debate, mediado pelo diretor de Jornalismo, Rodrigo Orengo, e pela diretora-executiva, Lana Canepa, durou cerca de duas horas.
Ao abordar as filas para consultas e exames especializados e as dificuldades históricas da saúde pública do Distrito Federal, Cappelli foi confrontado pela governadora Celina Leão com o passado recente do setor.
Celina lembrou que o então vice-governador de Rodrigo Rollemberg, Renato Santana, teria denunciado a existência de um esquema de cobrança de 30% de propina na saúde durante aquela gestão.
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A referência atingiu diretamente o ponto que Cappelli não enfrentou: se o PSB esteve no comando do governo responsável pela gestão da saúde naquele período, por que os problemas apontados agora como prioridade não foram solucionados naquela administração?
Foi justamente nesse ponto que o candidato ficou sem uma resposta clara.
A discussão sobre filas, exames e consultas deixou de ser apenas uma disputa de números e passou a cobrar dos candidatos uma explicação sobre o que fizeram — ou deixaram de fazer — quando seus grupos políticos estiveram no poder.
Cappelli pode apresentar propostas para a saúde do DF em 2026. Mas, antes disso, o debate expôs uma questão política inevitável: como explicar o passado para convencer o eleitor de que, desta vez, o futuro será diferente?
A pergunta ficou no ar.
E, no primeiro grande confronto televisivo da eleição, Cappelli saiu sem respondê-la.


