
Governadora aparece com 33% das intenções de voto, enquanto petista chega a 21%; pesquisa mostra ainda que 38% dos eleitores admitem mudar de voto até 4 de outubro
A nova pesquisa Quaest sobre a corrida pelo Governo do Distrito Federal mostra Celina Leão (PP) na liderança, mas também revela mudanças entre os principais nomes e um eleitorado ainda parcialmente aberto a novas escolhas.
No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Celina aparece com 33% das intenções de voto. Leandro Grass (PT) tem 21%, seguido por José Roberto Arruda (PSD), com 17%.
Em relação à pesquisa anterior da Quaest, divulgada em 8 de setembro, Celina oscilou de 35% para 33%, enquanto Grass avançou de 17% para 21%. Arruda passou de 18% para 17%.
Paula Belmonte (PSDB) aparece com 5%, Kiko Caputo (Novo) com 2% e Ricardo Cappelli (PSB) também com 2%. Professora Samara Mineiro (UP) registra 0%, enquanto Professor Robson (PSTU), Expedito Mendonça (PCO), Elisson (Agir) e Rico Pinheiro (PRTB) não chegam a 1%.
Brancos, nulos ou eleitores que afirmam não votar somam 8%, enquanto 12% permanecem indecisos.
Grass teve leve crescimento quatro pontos
O principal movimento entre os três primeiros colocados está na pontuação de Leandro Grass.
O candidato do PT passou de 17% para 21%, crescimento de quatro pontos percentuais em relação à rodada anterior. Celina recuou dois pontos, de 35% para 33%, enquanto Arruda oscilou um ponto para baixo, de 18% para 17%.
Como a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, as variações devem ser analisadas dentro desse intervalo e não significam, isoladamente, mudanças estatisticamente conclusivas.
38% ainda admitem mudar o voto
A pesquisa também mostra que a decisão eleitoral ainda não está completamente consolidada.
61% dos entrevistados afirmam que sua escolha é definitiva, ante 55% no levantamento anterior.
Outros 38% dizem que ainda podem mudar de voto até a eleição, marcada para 4 de outubro. Na pesquisa anterior, esse grupo correspondia a 45%.
O dado ajuda a dimensionar o espaço de decisão que permanece aberto nas próximas semanas da campanha.
Cenário sem Arruda, Elisson e Rico
Pela primeira vez, a Quaest testou um cenário sem Arruda, Elisson e Rico Pinheiro.
Os três tiveram os registros de candidatura indeferidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), mas os candidatos recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A situação eleitoral, portanto, ainda está sujeita à análise da Justiça Eleitoral.
Nesse cenário, Celina aparece com 34%, Grass com 23% e Paula Belmonte com 7%.
Kiko Caputo registra 3%, Cappelli 2% e Professora Samara Mineiro 1%. Professor Robson e Expedito Mendonça aparecem com 0%.
Brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar somam 15%, enquanto outros 15% estão indecisos.
Por ser a primeira vez que esse cenário foi apresentado pela Quaest, não há comparação com levantamentos anteriores.
Na pesquisa espontânea, indecisão ainda é maior
Quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Celina aparece com 22%, seguida por Grass, com 15%, e Arruda, com 8%.
Paula Belmonte registra 2% e Cappelli, 1%.
O dado que chama atenção nessa modalidade é o contingente de eleitores que ainda não indica espontaneamente um nome: 47% permanecem indecisos.
Brancos, nulos ou aqueles que afirmam não votar somam 4%.
Segundo turno
A Quaest também refez três simulações de segundo turno.
No confronto entre Celina Leão e Arruda, a governadora aparece com 43%, enquanto o ex-governador registra 32%. Brancos, nulos ou nenhum dos dois somam 19%, e 6% permanecem indecisos.
No cenário entre Arruda e Grass, Arruda aparece com 38% e Grass com 31%. Outros 22% dizem votar em branco, nulo ou em nenhum dos dois, enquanto 9% estão indecisos.
Já no confronto entre Celina e Grass, a pesquisa registra 48% para Celina e 30% para Grass. Brancos, nulos ou nenhum dos dois somam 16%, e 6% não decidiram.
Na comparação com a rodada anterior, Celina passou de 47% para 43% contra Arruda e de 52% para 48% contra Grass. Arruda caiu de 41% para 38% no confronto com Grass, enquanto Grass passou de 28% para 31%.
Rejeição coloca Arruda e Celina no centro da disputa
Outro indicador apresentado pela Quaest é o grau de conhecimento e rejeição dos candidatos.
Arruda apresenta 56% entre os eleitores que afirmam conhecê-lo e dizem que não votariam nele.
Celina aparece com 47% nessa mesma categoria.
Grass registra 32%; Paula Belmonte, 34%; Cappelli, 28%; Kiko Caputo, 22%; Professor Robson, 15%; Samara Mineiro, 13%; Expedito Mendonça, 14%; Elisson, 9%; e Rico Pinheiro, 10%.
O levantamento também mostra uma diferença importante no grau de conhecimento dos candidatos.
Enquanto apenas 7% dizem não conhecer Celina e 7% não conhecem Arruda, 36% afirmam não conhecer Grass. Entre Paula Belmonte, esse percentual chega a 45%, enquanto Cappelli é desconhecido por 56%.
Entre os candidatos com menor exposição, Kiko Caputo registra 70% de desconhecimento; Professor Robson, 78%; Samara Mineiro e Expedito Mendonça, 81%; Elisson, 87%; e Rico Pinheiro, 88%.
O que a pesquisa mostra sobre o momento eleitoral
A nova rodada da Quaest apresenta uma disputa em que os três primeiros candidatos concentram a maior parte das intenções de voto, mas com movimentos diferentes em relação ao levantamento anterior.
Celina permanece numericamente bem à frente, Grass registra crescimento de quatro pontos e Arruda oscila negativamente. Ao mesmo tempo, a pesquisa mostra que quase quatro em cada dez entrevistados ainda admitem mudar sua escolha.
A pesquisa espontânea reforça esse quadro: 47% dos eleitores não apontam espontaneamente um candidato.
Os números, portanto, registram uma fotografia do eleitorado entre 19 e 22 de setembro, pouco menos de duas semanas antes da votação, e não uma projeção do resultado eleitoral.
Como foi realizada
A pesquisa Quaest foi encomendada pela Globo e ouviu 1.104 pessoas com 16 anos ou mais, presencialmente, entre 19 e 22 de setembro de 2026.
A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números DF-02596/2026 e BR-03609/2026.



