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domingo, abril 26, 2026
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Isolado no PL, Izalci insiste no Buriti, mas deve voltar para casa e aproveitar a gorda aposentadoria

Bastidores Políticos: Possível Aliança de Izalci e PL Põe em Risco Mais de 2 Mil Cargos no GDF
Legenda: Senador Izalci e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto (Foto: Beto Barata / PL)

O senador Izalci Lucas (PL-DF) entra no ciclo pré-eleitoral de 2026 sob forte desgaste político e sinais claros de isolamento dentro do próprio campo em que tenta se sustentar. Com mandato até 2027 e sem densidade eleitoral comprovada para uma reeleição competitiva, ele volta a ensaiar uma candidatura ao Governo do Distrito Federal — movimento que, nos bastidores, é interpretado mais como instrumento de barganha do que como projeto viável de poder.

A trajetória recente reforça essa leitura. Izalci acumula tentativas sucessivas de reposicionamento: já foi candidato a deputado distrital após passagem pela Câmara Federal, tentou o Senado mirando a Câmara e, em 2022, lançou-se ao Palácio do Buriti no meio do mandato de senador. O resultado foi eleitoralmente irrelevante: 70.584 votos, apenas 4,26% dos válidos, terminando na sexta colocação — um desempenho que evidenciou baixa capilaridade e rejeição do eleitorado brasiliense.

Agora, a repetição do movimento levanta dúvidas até entre aliados. Internamente, o PL-DF já consolidou apoio à governadora Celina Leão (PP), alinhamento chancelado pela ala bolsonarista local, liderada por Michelle Bolsonaro (PL Mulher). Nesse cenário, não há espaço político para uma candidatura própria de Izalci ao Buriti dentro da legenda.

A reação pública veio de dentro do próprio partido. O deputado distrital Roosevelt Vilela, vice-presidente do PL-DF, expôs o desconforto interno ao afirmar, no programa Vozes da Comunidade:

“Ele teve a oportunidade de mudar de partido e não o fez, causando um constrangimento para o nosso partido, que já decretou apoio à governadora Celina Leão”.

A declaração explicita o que já circulava nos bastidores: a permanência de Izalci no PL passou a ser vista como fator de tensão, não de construção política.

Sem base consolidada e diante de portas fechadas na legenda atual, o senador volta a recorrer a movimentos típicos de sobrevivência política. A possibilidade de nova troca partidária — prática recorrente em sua trajetória — já é ventilada, com destinos como Avante ou PSD sendo cogitados. Nos bastidores, a leitura é direta: a pré-candidatura ao governo funciona como ativo de negociação, não como projeto eleitoral consistente.

Enquanto isso, o discurso público tenta se sustentar em pesquisas questionadas, como a Maritá, que apresentou inconsistências básicas ao tratar o Distrito Federal como estado e confundir cargos legislativos locais — fragilizando ainda mais a narrativa de viabilidade.

No tabuleiro político do DF, Izalci aparece, hoje, menos como protagonista e mais como peça móvel — alguém que estica a corda até o limite para manter relevância, mesmo sem lastro eleitoral ou respaldo partidário sólido.

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