Diversos institutos de pesquisa começam a desenhar um cenário favorável para a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), como possível vencedora das eleições de 2026 para o Palácio do Buriti

Os números refletem, em grande parte, uma trajetória política construída sob o discurso da defesa da família e de políticas públicas voltadas a diferentes gerações — da infância à terceira idade. Em um ambiente político historicamente marcado pelo predomínio masculino, adversários tradicionais tentam se apresentar como alternativa dentro de um modelo já conhecido do eleitorado.
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Entre eles está Leandro Grass (PT), associado a um campo político que remete a gestões anteriores no Distrito Federal, como as de Agnelo Queiroz (PT) e Rodrigo Rollemberg (PSB), cujos governos enfrentaram forte desgaste político e não conseguiram renovar seus mandatos nas urnas.
Outro nome que surge no debate político é o de José Roberto Arruda (PSD), ex-governador marcado pelo episódio conhecido como Operação Caixa de Pandora — popularmente lembrado como o escândalo dos “panetones”. Recentemente, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios manteve decisões que reforçam sua inelegibilidade ao negar recursos relacionados a condenações por improbidade administrativa.
Diante desse cenário, cresce no debate público a percepção de que o antigo ditado de que “o brasileiro tem memória curta” já não encontra tanta ressonância. A sociedade, cada vez mais conectada e informada, demonstra maior atenção ao histórico político de seus representantes.
No Distrito Federal, esse ambiente de transformação pode abrir espaço para uma mudança simbólica e política. Se confirmadas nas urnas as tendências apontadas hoje, o Palácio do Buriti poderá ser ocupado, a partir de 1º de janeiro de 2027, por uma mulher que construiu sua trajetória política a partir da imagem de mãe e defensora da família: Celina Leão.




