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sexta-feira, maio 1, 2026
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Machos alfa da política resistem à ascensão feminina no DF

Damares Alves, Michelle Bolsonaro, Celina Leão e Bia Kicis.
Juliane Sanches

Figuras tradicionais da política do Distrito Federal — entre elas Gim Argello, José Roberto Arruda, o senador Izalci Lucas e o deputado federal Alberto Fraga — parecem deslocadas diante de uma mudança estrutural no cenário político: o avanço consistente da presença feminina nos espaços de poder.

Acostumados a um ambiente historicamente dominado por homens, esses atores políticos enfrentam dificuldades para assimilar uma nova correlação de forças. O incômodo fica evidente nos movimentos e críticas direcionadas a lideranças femininas que hoje ganham protagonismo.

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É o caso da governadora Celina Leão, pré-candidata ao Palácio do Buriti em 2026 e atualmente à frente nas pesquisas, além de nomes como Michelle Bolsonaro, cotada para compor chapa majoritária em São Paulo, e das parlamentares Damares Alves e Bia Kicis.

O que está em jogo vai além de disputas eleitorais pontuais. Trata-se de uma transição de paradigma: a política do DF, antes marcada por estruturas rígidas e concentradas, passa a refletir — ainda que com resistência — uma demanda social mais ampla por representatividade e diversidade.

Assim como retratado no enredo de “Machos Alfa”, a velha guarda da política local se vê obrigada a confrontar uma realidade inevitável. O espaço de poder deixou de ser exclusivo — e a presença feminina, cada vez mais consolidada, não apenas ocupa, mas redefine os primeiros e segundos escalões da administração pública.

Filme ”Machos Alfa da política do DF” abaixo: