Nos bastidores da política do Distrito Federal, interlocutores avaliam que a fragmentação da chamada direita pode se tornar um fator decisivo no próximo ciclo eleitoral. O movimento, marcado por críticas internas e disputas públicas, tem atingido figuras centrais como Michelle Bolsonaro, Damares Alves e Bia Kicis, todas com influência direta sobre o eleitorado conservador local.
A leitura predominante entre articuladores políticos próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro é que o “fogo amigo” enfraquece a construção de uma candidatura unificada, abrindo espaço para partidos de esquerda reorganizarem suas bases no DF. Siglas como PT, PSB, PDT e PCdoB monitoram esse cenário com atenção, apostando na divisão do campo adversário como ativo estratégico.
No campo pragmático, lideranças reconhecem que hoje poucos nomes apresentam densidade eleitoral consolidada. Entre eles, aparecem Celina Leão como opção competitiva ao Palácio do Buriti, além de Ibaneis Rocha e a própria Bia Kicis em projeções para o Senado.
Aliados admitem que, sem recomposição interna e alinhamento estratégico, a dispersão dos “patriotas” pode reduzir a capacidade de enfrentamento da esquerda na Capital Federal. A avaliação é direta: em um ambiente dividido tende a custar caro — e pode redesenhar a volta dos “companheiros” de Lula ao poder no Distrito Federal.





