O médico Thiago Zacariotto flagrado sacando uma arma de fogo e ameaçando funcionários de uma pizzaria na Asa Sul em Brasília, no último domingo (26/9), já foi secretário de Saúde de Santa Inês, no interior do Maranhão.

Thiago passou a condição de investigado pela 1ª Delegacia de Polícia Civil da (Asa Sul), em razão de ameaça e porte de arma de fogo. Zacariotto já responde a processos de improbidade administrativa relacionados ao exercício da função – secretário de Saúde -, processos no Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, o Ministério Público do estado (MPMA) encontrou indícios de irregularidades que teriam sido cometidas por Thiago e pelo pai dele, prefeito da cidade à época, em pregões ocorridos em 2013.

O (MPMA) sugere condenação por “frustrar a licitude de processo licitatório ou de processo seletivo para celebração de parcerias com entidades sem fins lucrativos, ou dispensá-los indevidamente”.

Em 2018, após relatório do tribunal de Contas do estado, a promotoria de Justiça da Comarca de Santa Inês chegou a instaurar inquérito para apurar irregularidades apontadas na tomada de contas de gestores do Fundo Municipal de Saúde (FMS) do município em 2013, época em que ele era o secretário.

O documento indica que foram constatados problemas em processos licitatórios, no montante de R$ 18.441.418,90, e ausência de recolhimento e retenção do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) para atividades prestadas, no valor de R$ 75.870.

As apurações identificaram também a ausência de comprovantes de despesa de R$ 96.918,74, bem como irregularidades nos custos referentes aos contratos 2013.09 (Pregão Presencial nº 005/2013) e 2013.12 (Pregão Presencial nº 007/2013). Teria havido ainda a ausência de processos licitatórios, no valor de R$ 1.223.101,53, e a ausência de processo de dispensa de licitação, além de classificação indevida de despesa, no montante de R$ 6.977.844,75.

Em novembro de 2015, Thiago chegou a ser nomeado assessor especial na Secretaria de Saúde, mas três meses depois a nomeação foi tornada sem efeito.

Em uma clínica médica onde trabalha, ele se apresenta como especialista em ultrassonografia geral, mas o registro dele no Conselho Regional de Medicina não aponta especialidades.

O médico que ameaçou funcionários de uma pizzaria com uma arma de fogo para reclamar da demora na entrega do produto, na verdade, forneceu o endereço errado no aplicativo de entrega.

A consulta ao sistema do app mostrou o equívoco. Mesmo não tendo razão na queixa, o profissional de saúde foi até o estabelecimento, na Asa Sul, e, portando uma pistola, xingou e proferiu ameaças aos trabalhadores.

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Com informação de Matheus Garzon do Metrópoles