IBANEIS ACERTA | A volta econômica e os cuidados redobrados com a Covid-19 é o remédio para livrar o DF da fome

Por Toni Duarte | Radar DF

03 de Julho de 2020

Organização das Nações Unidas

Em estado de guerra ou se morre no meio da batalha ou de fome. O conceito é da própria ONU — Organização das Nações Unidas ao advertir no último dia 21 que a pandemia do novo coronavírus pode provocar fome em países já vulneráveis como o Brasil pela paralisação do comércio e pela  vulnerabilidade econômica.

Os políticos de oposição que ganham contracheques polpudos, mesmo ficando em casa em tempos de pandemia ou não, reagiram contra o decreto do governador Ibaneis Rocha por ter flexibilizado a reabertura do comércio a partir da próxima terça-feira (07).

Falam em suas redes sociais que foi uma “irresponsabilidade do governador” como se o chefe do Executivo pudesse trancafiar em casa ou impedir que as  milhares de pessoas do Distrito Federal, saíssem às ruas.

Esbravejam como se o governador não tivesse tomado as medidas de isolamento social e feito os sucessivos decretos que determinaram a suspensão de funcionamento de parques, zoológicos, cinemas, teatros, casas noturnas, feiras, clubes, museus e shoppings.

Como se não tivesse tomado as providências imediatas para o fechamento de escolas, faculdades, academias de todas as modalidades esportivas, lojas de conveniência, salões de beleza, missas e cultos de qualquer religião, além de atendimentos bancários.

Em 90 dias de paralisação da liberdade econômica, o Distrito Federal viu quebrar centenas de pequenas, médias e grandes empresas. Viu o desemprego aumentar e desaparecer a comida na mesa do trabalhador.

Os auxílios emergenciais, tanto por parte do governo federal como do governo local, não estão dando conta de suprir o endividamento daqueles que perderam o emprego por causa da pandemia e abater a fome de suas famílias.

Segundo o último estudo da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), o DF possui 349.538 trabalhadores informais, o que representa 28,74% do total de ocupados no “Mercado de trabalho informal”.

O estudo considera trabalhadores informais, aqueles lotados no setor privado sem carteira assinada; aqueles que trabalham por conta própria sem CNPJ; os empregadores sem CNPJ; e os trabalhadores familiares auxiliares.

A Região Administrativa com a maior taxa de informalidade proporcional é o Varjão, com 1.875 profissionais informais, o que corresponde a 49,68% dos trabalhadores totais da cidade.

Em seguida, conforme ainda a pesquisa, aparece o Itapoã com 11.816 moradores (44,90%) e Estrutural com 5.497 (44,78%).

A vulnerabilidade está exatamente nessa camada da sociedade que não tem como se auto-sustentar sem o trabalho, seja na iniciativa privada ou na informalidade das ruas.

Os que  trabalham no serviço público, como os 133 mil trabalhadores do Governo do Distrito Federal e os 121 mil trabalhadores da administração pública federal, se sentem mais protegidos. Os salários estão garantidos ao final de cada mês de baixo de pandemias ou não.

A preocupação do governador Ibaneis Rocha está com os crescentes custos econômicos e com a tensão social produzida pela covid 19.

A situação crítica fez acender a luz de alerta do governo de que era hora de tomar a decisão para que o DF não viva  uma grave e cruel pandemia de fome.

O governador flexibilizou a reabertura total do comércio e a volta das aulas presenciais em escolas e universidades das redes pública e particular no DF. O decreto exige de todos um rígido protocolo de segurança.

Alguns oportunistas de plantão baterem contra, mas a maioria  tem consciência de que o cuidado com a vida não pode ser apenas uma tarefa de Estado, mas de cada cidadão.

Mais uma vez Ibaneis acerta.

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