![BRB reforça equipe de tecnologia com 50 analistas reforçando o time de TI para expandir Banco de Brasília [BRB]](https://www.emdefesadasaude.com.br/wp-content/uploads/2025/05/BRB-696x464.jpg)
O Governo do Distrito Federal poderá vender parte das ações que detiver do Banco de Brasília [BRB] após a capitalização planejada para reforçar a estrutura financeira da instituição. O formato da eventual operação, no entanto, ainda não foi definido
A possibilidade foi mencionada pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, ao comentar as alternativas em estudo para ampliar a capacidade de capitalização do banco. Segundo ele, após a operação, a participação do GDF poderá superar 80% das ações. O governo, porém, não precisaria manter toda essa participação e poderia atrair investidores nacionais e internacionais.
“Na hora que o banco for capitalizado, alguns acionistas vão ser diluídos. O GDF hoje tem 53% de ações e ele vai ter, no mínimo 80% ou mais de 80%. Ele não vai precisar disso tudo. Ele vai poder trazer investidores e até pagar o empréstimo antecipadamente”, afirmou Souza.
A estratégia está inserida em um conjunto de medidas para reforçar o caixa do BRB, além do empréstimo de R$ 6,6 bilhões solicitado ao Fundo Garantidor de Créditos [FGC]. O tema será discutido em reunião prevista para esta quinta-feira (13/8), no Supremo Tribunal Federal [STF].
Securitização da dívida ativa
Outra fonte de recursos citada pelo presidente do BRB é a securitização da dívida ativa do Distrito Federal, operação que envolve o governo, acionista majoritário da instituição.
Segundo Souza, o BRB deverá receber, em até 30 dias, R$ 1,2 bilhão decorrente da operação. Desse montante, R$ 1 bilhão será destinado à capitalização do banco, enquanto os demais recursos terão outra destinação dentro da operação.
A medida acrescenta uma fonte de recursos ao esforço de fortalecimento patrimonial do BRB e reduz a dependência de uma única alternativa de financiamento.
Venda de ações dependerá do modelo da operação
Apesar da possibilidade mencionada pelo presidente do BRB, ainda não há indicação de que uma eventual venda das ações do GDF será necessariamente aberta a qualquer pessoa física.
A expressão “trazer investidores” pode abranger diferentes formatos de operação, inclusive a entrada de investidores institucionais ou estratégicos. Caso o Distrito Federal opte por uma oferta pública de ações acessível ao varejo, a operação terá de seguir as regras aplicáveis ao mercado de capitais.
Assim, neste momento, o que existe é a possibilidade de o GDF vender parte de sua participação no BRB depois da capitalização. Quem poderá comprar, em quais condições e por qual mecanismo dependerá da estrutura que vier a ser definida.
A estratégia, segundo Souza, também poderia permitir ao Distrito Federal antecipar o pagamento do empréstimo, caso a venda de ações gere recursos suficientes para essa finalidade.



