Em 2015, a então presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal [CLDF], Celina Leão, protagonizou um episódio pouco comum na política local: participou de uma reunião do Conselho de Saúde do DF para discutir, de perto, os problemas emergentes enfrentados pelo Sistema Único de Saúde [SUS].
A presença da chefe do Legislativo na reunião chamou atenção pela disposição de encarar uma pauta considerada sensível e ouvir diretamente as demandas apresentadas pelos representantes do controle social da saúde.
A iniciativa também criou um constrangimento político para o Executivo da época. O então governador Rodrigo Rollemberg [PSB] não compareceu ao encontro, enquanto a presidente da CLDF ocupou o espaço e enfrentou os questionamentos relacionados à saúde pública.
Mais do que um gesto protocolar, a participação de Celina Leão marcou uma mudança de postura: a presidente do Legislativo foi ao encontro de quem cobrava respostas para os problemas do SUS, em vez de esperar que as demandas chegassem ao gabinete.
Quase uma década depois, o episódio ganha novo significado no debate político do DF — especialmente agora que Celina Leão está no centro das discussões sobre os rumos da saúde pública e da sucessão ao Palácio do Buriti.





