
A trajetória de Neymar Jr. com a camisa da Seleção Brasileira entra em sua fase mais sensível. Presente em três Copas do Mundo — Copa do Mundo FIFA 2014, Copa do Mundo FIFA 2018 e Copa do Mundo FIFA 2022 — o atacante não conseguiu converter protagonismo individual em conquista coletiva, lacuna que pesa de forma decisiva no julgamento público às vésperas de 2026.
A avaliação deixou de ser apenas emocional — passou a ser técnica. Em um cenário de renovação e exigência por desempenho consistente, o nome de Neymar já não se sustenta por histórico ou marketing. Falta o principal: sequência, intensidade competitiva e impacto recente em alto nível.
Sob o comando de Carlo Ancelotti, a Seleção opera em lógica pragmática. Convocações tendem a refletir forma atual, disciplina tática e entrega física — três variáveis em que Neymar, hoje, apresenta déficit evidente. Apostar em seu retorno, neste contexto, não é apenas um risco esportivo: é tensionar o ambiente interno e reacender um ciclo já desgastado.
A insistência em um nome sem lastro recente equivaleria a submeter o projeto da Seleção a uma aposta de alto risco — com histórico conhecido de frustração. Em 2026, o futebol brasileiro parece menos disposto a repetir roteiros e mais inclinado a romper com dependências do passado.


