
O Governo do Distrito Federal (GDF) deu mais um passo no processo de reorganização territorial e administrativa da capital ao avançar na proposta de criação de duas novas Regiões Administrativas (RAs): Ponte Alta e 26 de Setembro. A iniciativa, conduzida pela Secretaria Executiva das Cidades (SECID), vinculada à Secretaria de Governo, prevê a realização de audiências públicas para apresentação, debate e coleta de contribuições da população local.
No caso de Ponte Alta, a audiência pública está marcada para o dia 11 de maio de 2026, às 19h30, na região de Ponte Alta Norte, no Gama. Já a comunidade da 26 de Setembro participará do debate no dia 7 de maio de 2026, também às 19h30, em encontro previsto na própria localidade. Em ambos os casos, os eventos terão caráter presencial e aberto ao público, com participação livre mediante inscrição no local.
As audiências integram uma etapa obrigatória do processo de criação de novas RAs no Distrito Federal e têm caráter consultivo, ou seja, não possuem poder deliberativo. O objetivo central é garantir transparência às ações do governo e ampliar a participação popular na definição de políticas urbanas e administrativas.
De acordo com os avisos de convocação, serão apresentados laudos técnicos, estudos urbanísticos e demais documentos que fundamentam a viabilidade das novas regiões administrativas. Esse material já está disponível para consulta pública nos canais oficiais do GDF, permitindo que moradores e interessados se preparem previamente para o debate.
A estrutura das audiências seguirá um rito formal, com abertura institucional, apresentação técnica da proposta e espaço para manifestações da sociedade. Representantes de entidades terão até cinco minutos para exposição, enquanto participantes individuais poderão se manifestar por até três minutos, respeitando a ordem de inscrição.
A criação de novas Regiões Administrativas é uma demanda recorrente em áreas com crescimento populacional acelerado e desafios na prestação de serviços públicos. Ao se tornarem RAs, localidades como Ponte Alta e 26 de Setembro passam a contar com administração própria, o que pode facilitar a execução de políticas públicas, melhorar a gestão territorial e ampliar o acesso da população a serviços essenciais.
Após a realização das audiências, as contribuições da sociedade serão consolidadas pela equipe técnica e incorporadas, quando pertinentes, à proposta final. O processo segue então para análise e eventual formalização, conforme os trâmites legais previstos na legislação distrital.
A expectativa do governo é que a medida contribua para descentralizar a gestão pública e promover maior eficiência administrativa em regiões que vêm apresentando crescimento urbano significativo nos últimos anos.



