A Polícia Federal rejeitou a proposta preliminar de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero. Investigadores consideraram que o material entregue acrescentava pouco ao que já havia sido descoberto pela apuração.
Nos bastidores da investigação, a avaliação é de que a decisão pode aumentar a pressão sobre outros investigados, entre eles o ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, também preso no caso.
Integrantes da investigação avaliam que eventual colaboração de Paulo Henrique Costa poderia ganhar relevância caso apresente informações inéditas, documentos ou conexões ainda desconhecidas pela Polícia Federal.
A PF apreendeu mais de oito celulares ligados a Vorcaro. A perícia inicial apontou indícios que vão além de fraudes financeiras e incluem suspeitas de corrupção, organização criminosa, acesso ilegal a dados sigilosos e uso de estrutura paralela para monitoramento de adversários.
Mesmo com a rejeição da PF, a Procuradoria-Geral da República ainda poderá analisar individualmente a proposta de delação apresentada pelo banqueiro.




