Candidato a deputado federal pelo União Brasil também propõe ampliar vagas no sistema prisional e endurecer punições por violência contra a mulher
O ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal e candidato a deputado federal pelo União Brasil, Sandro Avelar, defendeu nesta sexta-feira (28) a redução da maioridade penal, a ampliação de vagas no sistema prisional e o endurecimento das punições para crimes relacionados à violência contra a mulher.
As propostas foram apresentadas durante entrevista ao programa Vozes da Comunidade, apresentado pelo jornalista Toni Duarte. Avelar também elogiou a candidata à reeleição ao Governo do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e afirmou confiar em sua capacidade para comandar o Palácio do Buriti.
“A população do Distrito Federal merece a Celina pela coragem que ela tem de trabalhar, pela coragem que ela tem de enfrentar problemas”, disse.
Avelar afirmou que mantém uma relação política e institucional com Celina há anos. Segundo ele, os dois tinham posições divergentes quando ele comandou a Secretaria de Segurança Pública durante o governo Agnelo Queiroz, período em que Celina fazia oposição à administração.
O ex-secretário também lembrou que recebeu de Celina o convite para reassumir a pasta após os ataques de 8 de janeiro de 2023. Na avaliação dele, a governadora tem capacidade de diálogo inclusive com setores da oposição.
Na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, Avelar afirmou que pretende concentrar parte de sua atuação em segurança pública. Entre as bandeiras citadas está a redução da maioridade penal. Ele questionou o tratamento jurídico dado a adolescentes de 16 e 17 anos e comparou a possibilidade de voto a partir dos 16 anos com a responsabilização penal nessa faixa etária.
O candidato também defendeu a ampliação do sistema prisional e a criação de mecanismos para aumentar a oferta de trabalho a pessoas privadas de liberdade. Entre as alternativas mencionadas estão as colônias agrícolas, que, segundo ele, poderiam contribuir para a ressocialização e para a redução dos custos do sistema penitenciário.
A violência contra a mulher foi outro tema da entrevista. Avelar defendeu maior rigor na punição de condutas que, segundo ele, podem anteceder casos de feminicídio, como injúria, vias de fato e lesão corporal praticadas no contexto de violência de gênero.
Ao comentar os feminicídios registrados no Distrito Federal, afirmou que, em sua avaliação, os autores não ficam impunes. “Não tem nenhum caso do DF em que aquele que cometeu um feminicídio tenha saído impune. Ou ele está preso ou ele está morto”, declarou.
Avelar disse, porém, que a punição após a morte da vítima não é suficiente. Para ele, o desafio das políticas de segurança é identificar os primeiros sinais de violência e interromper a escalada de agressões antes que ela resulte em feminicídio.
O candidato também defendeu que familiares, vizinhos, amigos e funcionários de condomínios comuniquem às autoridades situações de violência que presenciarem. Segundo ele, agressões em relacionamentos não devem ser tratadas como assunto privado do casal.
A entrevista foi transmitida pelo YouTube e retransmitida por emissoras de rádio comunitárias do Distrito Federal e do Entorno.





