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quarta-feira, setembro 2, 2026
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Ricardo Cappelli promete contratar 7 mil profissionais para a Saúde, mas não fala em concurso público

Cappelli promete 7 mil contratações na Saúde, mas deixa concurso público fora da conta

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Tetiana Dolganova

Candidato do PSB-DF anuncia expansão do quadro de profissionais, mas não explica se pretende contratar servidores efetivos ou ampliar vínculos por outros modelos

A promessa é grandiosa: 7 mil novos profissionais para a Saúde do Distrito Federal. O problema é que, ao anunciar o número durante o debate promovido pelo Correio Braziliense e pela TV Brasília, o candidato Ricardo Cappelli (PSB-DF) não deixou claro o ponto central da proposta: como essas pessoas serão contratadas?

Concurso público? Contratos temporários? Ou contratação por meio de modelos de gestão já utilizados na rede?

A ausência dessa resposta transforma uma promessa de campanha em uma pergunta que precisa ser enfrentada pelo candidato.

Em uma área essencial como a Saúde, anunciar milhares de contratações sem apresentar cargos, vínculos, cronograma, impacto financeiro e modelo de ingresso deixa de fora justamente a parte mais importante da proposta: como transformar o discurso em política pública permanente.

Sete mil contratações, mas quantos concursos?

A questão é especialmente relevante porque o PSB-DF esteve politicamente associado à criação do modelo que deu origem ao Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF), responsável pela gestão de importantes unidades da rede, como o Hospital de Base, o Hospital Regional de Santa Maria, o Hospital Cidade do Sol e UPAs.

Por isso, a promessa de Cappelli merece ser analisada para além do número apresentado no debate.

Sete mil profissionais representam uma expansão significativa da força de trabalho. Mas serão sete mil novos servidores efetivos?

Se a resposta for não, o candidato precisa explicar qual será o modelo escolhido e por que ele seria o mais adequado para ampliar a capacidade permanente da rede pública.

Se a resposta for sim, também precisa explicar quantos concursos pretende realizar, quais carreiras serão contempladas e quando os editais seriam publicados.

A promessa que precisa sair do palanque

Contratar 7 mil profissionais pode parecer uma solução imediata para os problemas da Saúde. Mas número, sozinho, não resolve fila, falta de médicos, déficit de enfermagem ou demora no atendimento.

O eleitor precisa saber quem será contratado, para onde será enviado, com qual vínculo e com que dinheiro.

É justamente aí que a promessa de Cappelli ainda apresenta uma lacuna.

Falar em 7 mil contratações é fácil. Difícil é explicar como elas serão feitas, quanto vão custar e se representarão a recomposição definitiva do quadro de servidores da Saúde ou apenas mais uma expansão de contratos.

No debate eleitoral, o número foi apresentado. Agora falta apresentar o plano.