
Governador aparece à frente nos levantamentos da Quaest, Real Time Big Data e Brasmarket e já percorreu 36 municípios desde o início oficial da campanha
A pouco mais de um mês da eleição, Daniel Vilela [MDB] reúne três indicadores que ajudam a explicar a posição de liderança que ocupa na disputa pelo governo de Goiás: vantagem nas pesquisas de intenção de voto, presença crescente no interior e avaliação positiva da administração estadual.
Desde o início oficial da campanha, em 16 de agosto, o governador e candidato à reeleição pela coligação Pra Goiás Seguir em Frente percorreu 36 municípios, em uma sequência de carreatas, caminhadas, reuniões e encontros com lideranças e moradores. No mesmo período, os três principais levantamentos divulgados nesta semana colocaram o emedebista na primeira colocação.
Na pesquisa Real Time Big Data, Daniel aparece com 45% das intenções de voto, contra 22% de Marconi Perillo [PSDB] e 17% de Wilder Morais [PL]. A vantagem sobre o segundo colocado é de 23 pontos percentuais.
Na Brasmarket, o governador registra 44,2%, diante de 23,8% de Marconi e 13,5% de Wilder, abrindo 20,4 pontos. Já a Quaest mostra Daniel com 37%, Marconi com 20% e Wilder com 12% — diferença de 17 pontos para o segundo colocado.
Mais do que a liderança isolada em cada levantamento, os números revelam uma regularidade: Daniel aparece à frente nas três pesquisas, com uma vantagem que permanece de dois dígitos mesmo quando variam os institutos e os percentuais registrados pelos candidatos.
A campanha antes do horário eleitoral
A movimentação nas ruas acrescenta uma dimensão territorial ao desempenho das pesquisas. Em duas semanas, Daniel passou por 36 municípios, começando pelo Entorno do Distrito Federal e avançando posteriormente por cidades da Região Metropolitana e de diferentes regiões do interior.
A estratégia combina a presença do candidato com a estrutura política construída nos municípios. Prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, candidatos proporcionais e lideranças locais participam das agendas, ampliando a mobilização em torno da candidatura.
As carreatas se tornaram uma das principais marcas da primeira etapa da campanha. Mais do que eventos isolados, elas funcionam como demonstração da capilaridade da aliança que sustenta a candidatura e levam o governador a diferentes bases eleitorais antes da reta final da disputa.
O fator governo
A vantagem eleitoral ocorre paralelamente a uma avaliação favorável da administração estadual.
Na pesquisa Quaest divulgada pela TV Anhanguera em 27 de agosto, 64% dos entrevistados disseram aprovar o governo, enquanto 12% afirmaram desaprová-lo. A avaliação da gestão como ótima ou boa alcança 48%; apenas 7% a classificam negativamente.
O levantamento também ajuda a dimensionar o espaço existente para o discurso de continuidade adotado pela campanha.
Entre os entrevistados, 36% preferem a continuidade integral do trabalho realizado pelo governo e 38% defendem a manutenção da trajetória com mudanças apenas no que não funciona. Somados, os dois grupos chegam a 74%.
A mudança completa da administração é defendida por 24%.
O dado ganha peso quando relacionado à avaliação do governo: a campanha de Daniel tenta converter a aprovação da gestão em uma escolha eleitoral pela continuidade, em vez de apresentar a eleição apenas como uma disputa entre nomes.
Caiado como segundo eixo da candidatura
A equação eleitoral também passa pela relação entre Daniel e Ronaldo Caiado (PSD), principal fiador político da candidatura à sucessão.
Segundo a Quaest, 69% dos entrevistados consideram que Caiado merece eleger seu sucessor, enquanto 21% discordam.
O resultado cria um segundo ativo para a candidatura: além da avaliação do governo, Daniel disputa a eleição associado à continuidade de uma administração que mantém índice elevado de aprovação entre os goianos.
Liderança que se amplia no segundo turno
É nos cenários de segundo turno que a vantagem de Daniel ganha outra dimensão.
Contra Marconi Perillo, o governador aparece com 57% a 28% na Real Time Big Data e 53% a 28% na Quaest. Contra Wilder Morais, os números são de 56% a 30% na Real Time Big Data e 56% a 18% na Quaest.
Os números indicam que a vantagem registrada no primeiro turno não desaparece quando a disputa é reduzida a dois candidatos. Ao contrário, permanece ampla nos cenários testados pelos institutos.
A 35 dias da eleição, portanto, a fotografia da disputa combina liderança consistente nas pesquisas, presença territorial em dezenas de municípios e aprovação majoritária do governo. A questão para as próximas semanas passa a ser menos a capacidade de Daniel Vilela de chegar à frente na largada e mais a sua capacidade de transformar essa vantagem inicial em votos suficientes para decidir a eleição ainda no primeiro turno.





