

Elas são mães, trabalhadoras, chefes de família, lideranças comunitárias e, muitas vezes, vítimas de uma violência que ainda tira a vida de tantas brasileiras: o feminicídio. São também a força que sustenta milhares de lares, o alicerce de famílias e protagonistas de histórias de resistência, trabalho e superação. É a essas mulheres que Celina Leão pretende dedicar atenção especial em seu governo.
Primeira mulher eleita pelo voto direto para governar o Distrito Federal, Celina tem diante de si a oportunidade de transformar a representatividade histórica em protagonismo feminino nas decisões do Governo do DF. A proposta é que as mulheres não sejam lembradas apenas nos discursos ou em datas comemorativas, mas tenham voz, espaço e participação efetiva na construção das políticas públicas. Honrá-las, nesse contexto, significa reconhecer sua importância e ampliar oportunidades, proteção e direitos.
Nos bastidores da política, porém, há outra questão em discussão: a autonomia da nova gestão. Segundo interlocutores ouvidos pelo Saúde & Direitos Sociais (S&DS), há políticos de antigas articulações de poder que acreditam que Celina poderá se dobrar a arranjos e compromissos de conjunturas anteriores. A avaliação dessas fontes é outra: a governadora pretende imprimir sua própria identidade à administração, sem necessariamente se submeter às antigas estruturas de influência.



