Milton Barbosa, Cristiano Araújo, Lira e Valdelino Barcelos: uma sequência de derrotas eleitorais que volta ao centro dos bastidores políticos com a disputa por cargos no governo Celina Leão.
Nos bastidores da montagem do novo governo de Celina Leão, uma velha história da política do Riacho Fundo volta a ganhar força e pode se transformar em uma das principais incógnitas da distribuição de cargos no Distrito Federal.
Deputados distritais estão de olho nas administrações regionais e nas secretarias de Estado. Afinal, ocupar espaços no governo significa ampliar influência política, fortalecer grupos e manter presença nas bases eleitorais.
Mas, no Riacho Fundo, existe uma curiosa sequência histórica que merece atenção: parlamentares que ocuparam ou tiveram influência na indicação de administradores regionais acabaram enfrentando derrotas eleitorais na cidade.
Milton Barbosa, Cristiano Araújo, Lira e Valdelino Barcelos são nomes que aparecem nessa retrospectiva política.
Coincidência ou não, a história alimenta uma pergunta que começa a circular nos bastidores: será que a Administração do Riacho Fundo tem sido uma armadilha eleitoral para quem tenta transformá-la em instrumento de fortalecimento político?
Celina Leão não vai repetir a velha fórmula de entregar a administração como moeda de composição política, mas pretende estabelecer um novo modelo, com alguém que tenha compromisso direto com a cidade e capacidade de apresentar resultados à população.
A disputa não é pequena. Para alguns parlamentares, conquistar uma administração regional significa controlar um espaço estratégico de articulação política. Para os moradores, entretanto, o que importa é que a cidade tenha serviços, obras, manutenção e respostas às demandas cotidianas.
E existe outro componente nessa equação: será que os deputados interessados na indicação estão dispostos a assumir também o desgaste de uma gestão que será cobra pela politizada população?
Afinal, quando a administração não entrega resultados, é comum que a população cobre não apenas o administrador, mas também o padrinho político responsável pela indicação.
A pergunta que fica para os corredores do Buriti e da Câmara Legislativa é direta: quem vai querer assumir o Riacho Fundo desta vez? E será que alguém conseguirá quebrar essa sequência histórica, asssim como conseguiu agora o deputado Hermeto?
Na política, cargo é poder, mas também pode representar uma conta a ser paga nas urnas.




