Exu Capitão Veludo, Exu Veludo e Exu Padilha é/são denunciados por aborto e violação sexual mediante fraude

28 de Fevereiro de 2020

Exu,

Aborto – Foto: Saúde & Direitos Sociais

Religioso disse que deveria manter relações sexuais com a vítima para protegê-la. A jovem era filha de santo no terreiro em Águas Lindas

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou, em 21 de fevereiro, Wilson Rodrigo Braga de Araújo, conhecido como Wil, Exu Capitão Veludo, Exu Veludo e Exu Padilha, por aborto e violação sexual mediante fraude. A vítima frequentava a Tenda Espírita Caboclo Carlos Légua, em Águas Lindas (GO), onde o autor era pai de santo.

De acordo com a denúncia da Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Ceilândia, durante dois anos, entre janeiro de 2017 e novembro de 2019, a vítima manteve relações sexuais mediante fraude com o líder religioso em um motel em Taguatinga e na residência do acusado, em Ceilândia. A primeira delas ocorreu quando ela ainda era menor de idade. Wilson de Araújo dizia estar incorporado por Exu Capitão Veludo e que os dois deveriam praticar o ato sexual para que a entidade a protegesse de um estupro. Após o primeiro encontro, Wilson disse que não tinha sido suficiente e que eles deveriam manter novas relações sexuais.

Em setembro de 2019, a vítima descobriu que estava grávida e contou para Wilson. Dizendo estar incorporado pela mesma entidade, Exu Capitão Veludo, ele ofereceu duas opções para a mulher: ter a criança, o que acarretaria que a vítima fosse expulsa de casa e o pai de santo do centro espírita, ou abortar. Mediante meio fraudulento, ela consentiu com o aborto. O acusado entregou diversas substâncias abortivas para que a jovem ingerisse, o que provocou intenso sangramento vaginal e a expulsão do feto.

Pje: 0704263-58.2020.8.07.0003

Secretaria de Comunicação MPDFT

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