WhatsApp vai passar a banir usuários que divulgarem notícias falsas sobre a Covid-19?

03 de Maio de 2020

Redação

WhatsApp - Covid-19 - Coronavírus

Um dos maiores aplicativos multiplataforma de mensagens instantâneas, chamadas de voz, envio de imagens, vídeos, documentos em PDF e ligações grátis por meio de uma conexão com a internet – resolveu tomar uma drástica mais necessária atitude – contra àqueles que compartilham notícias falsas relacionadas com a pandemia do novo coronavírus, causador da Covid-19.

O WhatsApp já havia anunciado na terça-feira (7/04) que limitaria o encaminhamento de mensagens no aplicativo para evitar a propagação de notícias falsas. Agora, ficarão na mira do algoritmo do aplicativo os produtores e replicadores de FAKE NEWS.

“Estamos trabalhando diretamente com ONGs e governos, incluindo a Organização Mundial da Saúde e mais de 20 ministérios nacionais da Saúde, incluindo o do Brasil, para ajudar a conectar as pessoas com informações precisas”, afirmou a empresa.

Ceará multará em até R$ 2 mil quem divulgar notícias falsas sobre a Covid-19

O governo do Ceará, um dos estados brasileiros com mais contágios e mortes por coronavírus, sancinou uma lei pela qual multará em até R$ 2 mil quem compartilhar notícias falsas relacionadas com a pandemia do coronavírus,causador da Covid-19.

“Considero criminosa esta atitude de promover notícias falsas, principalmente em um período de grave crise de saúde como a que vivemos. As redes sociais não podem ser um território sem lei”, disse à Agência Efe o governador do Ceará, Camilo Santana (PT).

A nova lei estabelece uma multa de até R$ 2 mil para os usuários que divulguem conteúdo falso sobre a nova doença.

“Necessitamos deter isso”, destacou Santana.

Nas últimas semanas, o governo cearense percebeu um aumento das chamadas “fake news” entre a população do estado nordestino nas redes sociais.

Uma das últimas detectadas foi a de um áudio em que se garantia que as máscaras vindas da China estariam todas contaminadas.

Além da lei, o governo do Ceará lançou esta semana o “Antifake CE”, uma agência oficial de verificação de dados para questões relacionadas à saúde pública.

Essa plataforma digital terá como objetivo combater a disseminação de “notícias imprecisas, exageradas ou mentirosas” capazes de confundir a população cearense, que também poderá esclarecer suas dúvidas e fazer reclamações via redes sociais.

Por outro lado, o governo do Ceará anunciou nesta semana que tomará medidas legais contra a deputada federal Carla Zambelli, que acusou o estado de manipular o número de mortes registradas pela COVID-19, em entrevista à Rede Bandeirantes de televisão.

“No Ceará, há caixões sendo enterrados vazios”, disse Zambelli.

O governo condenou as declarações da deputada por serem um “insulto aos profissionais de saúde” do Ceará e “uma falta de respeito pelas famílias das vítimas”, divulgaram em nota oficial.

Segundo o balanço mais recente do ministério da Saúde, o Ceará registrou até domingo 663 mortes e 8.370 casos confirmados de coronavírus, tornando-se o terceiro dos 27 estados brasileiros com mais óbitos e infecções, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.

Em todo o país, as autoridades de saúde já registraram 7.025 mortes e 101.147 pessoas diagnosticadas com coronavírus. EFE

cms/ic

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