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domingo, fevereiro 8, 2026
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Caiado será sondado por Bolsonaro para vice-presidente

Ronaldo Caiado [PSD] e Jair Bolsonaro [PL] Foto: Reprodução/Instagram

Nos bastidores da política nacional, o [PSD] tem avançado de forma silenciosa, porém muito consistente, até se consolidar como um dos maiores e mais influentes partidos do país. Com forte presença nos estados, capilaridade municipal e quadros competitivos no Executivo, a legenda tornou-se peça-chave nas articulações para 2026 — tanto à direita quanto ao centro do espectro político.

É nesse tabuleiro que surge uma movimentação que ainda corre fora do discurso oficial, mas já é tratada como sondagem real por interlocutores próximos aos envolvidos. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado [PSD], pré-candidato à Presidência da República, deverá ser chamado pelo próprio ex-presidente Jair Bolsonaro [PL] para discutir a possibilidade de compor uma eventual chapa presidencial como vice de Flávio Bolsonaro.

A iniciativa, segundo relatos de bastidores dentro do PL, parte do entendimento de que Caiado reúne atributos considerados estratégicos: trajetória política sólida, perfil conservador, forte penetração no Centro-Oeste e bom trânsito junto ao agronegócio — além de comandar um dos estados mais alinhados ao bolsonarismo nos últimos anos. Para caciques do PSD, a movimentação reforça o peso nacional da sigla e sua capacidade de influenciar diretamente a formação das principais chapas do país.

A equação, no entanto, é complexa. Caiado trabalha publicamente sua própria candidatura ao Planalto e, internamente, o PSD discute projetos de protagonismo, não apenas de composição. Ainda assim, a leitura entre dirigentes é de que nenhuma hipótese está descartada, sobretudo diante do cenário jurídico que envolve Jair Bolsonaro e da necessidade do campo conservador de construir uma chapa eleitoralmente viável e competitiva.

Se confirmada, a sondagem revelará mais do que uma simples negociação: será o reconhecimento formal de que o PSD deixou de ser coadjuvante para se tornar fiador de projetos presidenciais, capaz de decidir rumos, vetar nomes e definir alianças estratégicas. Nos bastidores, o jogo já começou — e Caiado está no centro dele.