Sem imunização é bem fácil esta geração ver a volta dos ‘aparelhos de paralisia infantil’ nas escolas – vacinação infantil contra a Covid prossegue

Por: Ivan Rodrigues

Em minha época, quando o bullying escolar não era tratado com a devida seriedade, até porque o bullying sempre existiu, mas só foi relacionado como fenômeno por Dan Olweus, professor da Universidade da Noruega, no fim da década de 1970, vários estudantes, assim como eu, sofríamos constantes agressões praticadas por outros estudantes.

Quero aqui mencionar os tidos como “robóticos” que eram os sequelados pela poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, doença contagiosa aguda causada por um vírus que vive no intestino, chamado poliovírus, que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca de pessoas infectadas que poderia provocar ou não paralisia.


Os “robóticos” eram, na linguagem dos jovens de hoje, ‘zoados’ por seus colegas de classe em razão de suas deficiências causadas pelo vírus da paralisia que acomete os membros inferiores. 

Na hora do ‘recreio’, no primeiro grau; e ‘intervalo’, no segundo grau, ouviam-se risos, gargalhadas, agressões aos “robóticos” sem o menor respeito à condição humana, embora estivéssemos no ambiente escolar para moldar nossa educação transformando-nos em cidadãos para a vida.

Com a vacinação em massa, os números de casos de poliomielite começaram a cair rapidamente e, desde 1989, não é identificado nenhum caso de infecção pelo vírus no País; sendo o último registro no Ceará em 1988, no município de Crateús.

A vacina então foi colocada no calendário vacinal, estabelecido pelo Ministério da Saúde, que oferece o imunizante habitualmente e em campanhas de vacinação em massa, pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

A vacina é indicada para prevenir contra a poliomielite causada por vírus dos tipos 1, 2 e 3.

O Programa Nacional de Imunização – PNI, recomenda a vacinação de crianças a partir de 2 meses até menores de 5 anos de idade, como doses do esquema básico.

a) vacina poliomielite 1, 2, 3 (atenuada) (VOP) é apresentada sob a forma líquida em frasco multidose, sendo apresentada, geralmente, em bisnaga conta-gotas de plástico; e,

b) vacina de poliomielite VIP (aos 2 e 4 meses) e uma dose da VOP (aos 6 meses), com intervalo de 60 dias entre as doses e mínimo de 30 dias.

São realizadas doses de reforço com a VOP aos 15 meses e aos 4 anos de idade.

Cada dose da vacina corresponde a duas gotas. A vacina pode ser administrada simultaneamente com as demais vacinas dos calendários de vacinação do Ministério da Saúde.

Dia 24/10 é o dia mundial de Combate à Poliomielite: 27 anos de eliminação.

Vamos fazer hoje, o dia mundial de Combate à Covid-19, imunizando o público infantil também contra o vírus, assim como fizemos contra a poliomielite.

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