Bancos das praças como instrumentos facilitadores para o tráfico de DROGAS nas cidades. Qual sua opinião?

Por: Redação

Há quanto tempo você cidadão de bem não se senta com familiares ou amigos em um banco em frente de sua casa para uma boa conversa, um churrasquinho de fim de semana, ou apenas para sua distração após um dia cansativo de trabalho?

No Distrito Federal, nas 33 regiões administrativas, os bancos das praças foram tomados pelos ‘aviões do tráfico de drogas’ que os utilizam diariamente para a prática enquadrada na lei 11.343/2006, que define os crimes relacionados à prática do tráfico ilícito de drogas.

O portal S&DS pesquisou entre 65 pessoas, de sete regiões administrativas: Recanto das Emas, Riacho Fundo I e II, Guará, Núcleo Bandeirante, Candangolândia e Gama sobre sua visão referente ao assunto.

Guará

A senhora Leide Barbosa, 60 anos, professora aposentada, moradora da quadra QE 38 do Guará, reforça que os bancos das praças são os maiores pontos para o tráfico no Pólo de Modas, entre as quadras QEs 38 e 40.

“Os sujeitos vêm e se sentam nos bancos, escondem as drogas em árvores, embaixo de pedras, galhos, muitas vezes fingem que estão lendo algo, mas na verdade, agem assim para despistar a polícia” afirma Barbosa.

Ela reforça que um homem parado em pé diariamente em frente a alguma localidade “soa no mínimo, como suspeito; quando o mesmo está sentado em uma praça, a conotação é de uma pessoa qualquer que se utiliza dos bancos da praça,” alerta Leide.

Riacho Fundo

O pastor Jeovani Faria, do Ministério Império Santo, pioneiro com seu trabalho de evangelização no Riacho Fundo I, tem visão divergente de Leide Barbosa.

“Não tem nada a ver! O nosso problema é de fiscalização. É só colocar as câmeras de segurança voltadas para as praças também,” afirma Jeovani.   

Jorginho Carvalho, 52 anos, morador do Riacho Fundo, reafirma a visão de Jeovani.

“Se tiver uma praça arrumada que as crianças brincam com os adultos por perto, os traficantes não ficam. Uma quadra polivalente de futebol, vôlei, basquete que todos usam o traficante não fica no local. Um policiamento comunitário fazendo ronda no local também,” afirma Jorge.

Gama

A enfermeira Ruth Samara, moradora do Gama, acredita que os bancos das praças são sim, o meio mais usado pelos traficantes para venderem drogas.

“Aqui no Gama, a gente passar por esses lugares, nas pracinhas e vê isso,” ressalta Ruth.

O morador do setor Leste, Anderson Silva, 44 anos, comerciante local, vai ao encontro das palavras da enfermeira Ruth.

“Atualmente, bancos das praças, ainda mais perto das residências e escolas, que é o meu caso, é o local dos traficantes baterem ponto diariamente. Estou mudando com minha família para outra localidade que não tenha praça nem bancos,” finaliza Silva.

Candangolândia

Uma das menores regiões administrativa entre as citadas, Candangolândia, também passa pelo mesmo problema que as demais. Aluísio Fernandes, 51 anos, acha que as famílias, igrejas, agremiações e principalmente a administração regional deveriam ocupar o espaço.

“Deixamos os espaços serem ocupados por esses tipos de pessoas do mal. Sempre que vejo movimentações não republicana em frente de casa, chamo a polícia e muitas das vezes filmo e envio para WhatsApp (61) 98626-1197 da Polícia Civil” finaliza Fernandes.

Governador Ibaneis cobra resultados no combate ao tráfico de entorpecentes e demais crimes

O secretário de Segurança Pública, Anderson Torres, falou sobre o trabalho conjunto das forças de segurança do DF, que tem resultado na redução da criminalidade no DF.

O total de adultos presos e menores apreendidos por cumprimento de mandados e em flagrante chegou a 8 mil, no ano passado.

Um dado relevante, que impactou diretamente na redução dos crimes, foi a prisão de 209 pessoas envolvidas com o crime organizado de tráfico de drogas. Quase 4 mil armas – entre revólveres, armas brancas e simulacros – foram retiradas de circulação pela Polícia Militar. Dessas, 1,6 mil eram armas de fogo. 

“Vamos trabalhar de forma cada vez mais específica nas regiões, quadras, ruas, becos e vielas”

Dos 65 entrevistados pelos aplicativos Telegram e WhatsApp – 35,75 equivalente a 55% -, acreditam que os bancos ajudam e facilitam o tráfico de drogas.

Já 29,25 representando 45% acham que os bancos não influenciam direta ou indiretamente no tráfico de entorpecentes.

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