A senadora Leila do Vôlei permanece em silêncio sobre os desvios milionários em sua instituição

Por: Redação

De acordo com a polícia e o Tribunal de Contas do Distrito Federal, o contrato aponta diversas irregularidades, como o superfaturamento de até 2.595%

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (2)  a operação denominada ‘Tie Break’, para investigar organização criada pela senadora Leila Barros, a Leila do Vôlei, ex-secretária de Esportes do Governo de Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), do mesmo partido.

De acordo com a operação, o Instituto Amigos do Vôlei (IAV) teria sido contratado de forma irregular pelo Centro Olímpico da cidade de Santa Maria.

A operação cumpriu três mandados de busca e apreensão nos endereços de empresas e residências ligadas ao ato ilícito em Águas Claras, Ceilândia e Taguatinga.

O contrato que apontava diversas irregularidades, como o superfaturamento de 2.595% na compra da plataforma da piscina; de 400% no valor das bolas de tênis; e 118% nas bolas de basquete. Estima-se que o prejuízo gerado aos cofres públicos tenha sido da ordem de R$ 800.463,56 milhões.

O valor do contrato com o IAV foi de R$ 9.952.055,14, dos quais R$ 3 milhões não tiveram comprovação de gasto. Para a Polícia Civil, a instituição / organização da senadora, que prestou serviços ao Centro Olímpico entre 2011 e 2017, também foi favorecida no ato de contratação.

A senadora ainda não fez nenhum pronunciamento ou publicou nota em sua defesa até o fechamento da matéria. Continuaremos tentando.

Nota enviada hoje, 03/02, ao portal

A Senadora Leila Barros acompanha com atenção os desdobramentos da Operação Tie-break e defende que os fatos sejam esclarecidos o mais rapidamente possível. Sua atuação – tanto na vida pública, quanto na vida pessoal ou nos anos que se dedicou ao esporte – sempre foi pautada nos princípios da legalidade, moralidade e da ética.

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