Roney Nemer (PP) mal colocou o pé na Câmara Legislativa e já começou a olhar para o outro lado da Praça do Buriti

Nos bastidores, o deputado eleito trabalha com a possibilidade de trocar o mandato parlamentar por uma cadeira no Executivo, caso Celina Leão confirme a reeleição no domingo (25/10).
A aposta de Roney é alta: a Secretaria de Governo, uma das áreas mais próximas do núcleo de poder do Palácio do Buriti. Se o movimento prosperar, quem agradece é Cláudio Abrantes (União), primeiro suplente da federação, que herdaria a vaga na Câmara.
Mas Roney não estaria pensando apenas na cadeira que pretende ocupar. O deputado também já faz movimentos para ampliar seu espaço na estrutura do governo. A mira passa pelo DER-DF, órgão que ele vem criticando publicamente e que gostaria de colocar sob sua influência política.
E aí entra a velha regra de Brasília: uma coisa é reivindicar espaço; outra é querer montar um pequeno governo dentro do governo.
A Administração Regional do Recanto das Emas também está no radar do grupo político de Roney, que mantém influência na região desde sua passagem pelo Brasília Ambiental (Ibram).
Nos bastidores, a avaliação é direta: uma Secretaria de Governo mais um órgão de peso e uma administração regional já seria uma fatia considerável do bolo. ‘Já duas administrações regionais, aí, seria querer demais’.
Roney, que deixou a presidência do Ibram para disputar a eleição, chega ao pós-eleição com capital político renovado e disposição para ocupar espaço. O tamanho desse espaço, porém, dependerá menos da vontade do deputado e mais da disposição de Celina em abrir a porteira – o que pode causar descontentamentos nos demais deputados.
Porque, até aqui, Roney já está fazendo as contas. Só falta combinar com Celina.




