Médicos pelo Brasil de Bolsonaro, substitui o Mais Médicos de Dilma Rousseff

29 de Julho de 2019

Dayana Vitor

O programa Médicos pelo Brasil, que vai substituir de forma gradual o Mais Médicos, será lançado pelo Ministério da Saúde, nos próximos dias. Ele vai selecionar profissionais, por meio de concurso, para trabalhar nas cidades mais carentes do país.

Os médicos selecionados terão vínculo celetista, remuneração semelhante a dos profissionais que atuam no Mais Médicos, que hoje é em torno de R$ 12 mil.

Mas aqueles que trabalharem em locais mais críticos, como distritos indígenas, terão uma gratificação.

Todas essas informações foram confirmadas pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em um congresso sobre Medicina Tropical e Parasitologia que ocorreu em Belo Horizonte, Minas Gerais. Durante o evento, ele explicou as diferenças entre os dois programas.

Além do vínculo com o governo federal e a gratificação para trabalho em áreas remotas, os profissionais do programa Médicos pelo Brasil também vão participar de uma capacitação de dois anos em saúde da família. Os participantes terão que fazer um plano para resolver os problemas na região.

Mas até a implementação total do novo programa, o Mais Médicos continua vigorando.

Portaria publicada nesta segunda-feira (29), pelos ministérios da Justiça e das Relações Exteriores, regulamentou a concessão de residência para cubanos que participam do Mais Médicos.

Eles poderão solicitar à Polícia Federal a permanência legal no país por dois anos.

Além do programa Médicos pelo Brasil, o ministro Luiz Henrique Mandetta anunciou que o Ministério da Saúde vai destinar R$ 50 milhões para pesquisas em doenças negligenciadas.

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